| CIDADÃO 2.0 - Força do e-commerce |
| Qui, 18 de Fevereiro de 2010 23:07 |
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Normann Kalmus*/Especial para BR Press (BR Press) - Já se tornou costume. Antes de comprar qualquer coisa, vamos buscar informações na internet. Invariavelmente, o início da pesquisa é no “pai” Google e, a partir daí, se sucedem diversos sites, redes sociais, perguntas para os amigos via Twitter etc. O engraçado é que, apesar de já ter se tornado um hábito, a maior parte das pessoas – e principalmente das empresas – ainda considera a internet um território “elitizado”. Nada mais distante da realidade. Aos números, para começar. Os estudos se sucedem com uma enorme velocidade, mas segundo o e-Bit, em 2005 foram negociados via internet R$ 2,5 bilhões, cifra que passou para R$ 8,2 bilhões em 2008 e R$10,5 bilhões no ano passado. Mais incrível é que o crescimento do varejo físico foi de somente 6,8% em 2009, comparando-se a 2008. No entanto, o e-commerce cresceu 28%. Mais importância Os investimentos em publicidade em mídia online são acompanhados pelo Internet Advertising Bureau/Brasil (IAB) Segundo aquela entidade, os investimentos na mídia brasileira cresceram 2,11% entre 2008 e 2009, mas na internet o crescimento foi de 23,27% – o que compensou as quedas de veículos tradicionais como Guias e Listas (-20,79%), Cinema (-10,41%), Jornais (-9,54%) e Revistas (-8,52%). O Brasil já atingiu 70 milhões de usuários de internet e reúne a quinta maior população de internautas no mundo. Só em redes sociais (Orkut, Twitter, FaceBook etc, somos mais de 50 milhões). Para comparar, a Argentina tem algo em torno de 36 milhões de habitantes. Está vendo como o Consumidor 2.0 está ganhando importância? Desmontando crendices (ou quebrando paradigmas)? Mas a conversa dos executivos de marketing e das agências continua mais ou menos a mesma desde o início da internet: “Esse é um nicho importante, mas não é a massa!” Bem, permita-me discordar. Em 2008, as vendas de computadores no Brasil foram 50% maiores do que as de TVs. Dá pra acreditar? Pois é, mas foi assim. E o mais interessante: quem mais comprou computadores foram os consumidores da faixa de renda que se categoriza como “Classe C”, ou seja, nada a ver com elite. Inclusão Para entender melhor, o mercado costuma enquadrar nessa faixa de renda as famílias com receita mensal entre 5 e 10 salários mínimos, o que significa no Brasil algo em torno de 90 milhões de compradores, que começaram a acessar a rede. Estima-se que a penetração da internet nesse grupo já ultrapassou 45%. São essas pessoas que, a partir da estabilidade econômica, passaram a comprar seu carro financiado em 72 ou 100 meses, passaram a equipar suas casas com eletrodomésticos e que, dando importância ao computador como ferramenta de educação, compram o equipamento para os filhos, que acabam apresentando a internet aos pais. É um círculo virtuoso que promete aumentar a partir da oferta de acesso em banda larga gratuita ou a preços populares a partir deste ano. Preparem-se porque os outros 55% desses consumidores vão entrar na rede mundial muito rápido! Riscos e oportunidades Se esse consumidor está acessando a rede e começando a descobrir as vantagens de comprar online, também está se deparando com os problemas das empresas que não estão acostumadas a tratá-lo com a devida atenção. Estamos cansados de ver as letrinhas miúdas nos contratos enormes, aqueles feitos para não serem lidos. Isso é um verdadeiro suicídio no mercado virtual. Faltam ainda no Brasil mecanismos que ofereçam mais segurança ao comprador e os mais interessados deveriam em criar tais mecanismos, deveriam ser os representantes das empresas. (*) Normann Kalmus, economista, especialista em Gestão do Conhecimento e Educação Ambiental, mantém o blog Pensando Eco-Eco, é membro da International Society for Ecological Economics (ISEE) e assina esta coluna sobre o efeito da revolução digital nas relações corporativas. Fale com ele pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo Blog do Leitor. |



