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POLÍTICA CULTURAL - Economia criativa de SP afetada pela COVID-19
Sex, 20 de Março de 2020 21:35

O governador de SP, João Dória Jr., e o secretário estadu...

(São Paulo, brpress) - A situação de fechamento de cinemas, teatros, museus e centros culturais causa preocupação no governo do estado de São Paulo, o maior polo cultural do Brasil. 

 

 Foi o que declarou o secretário estadual de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão. “Estamos discutindo internamente medidas para mitigar o baque no setor e medidas que permitam a recuperação mais rápida”, disse. “Haverá impacto negativo”, admitiu. Por isso, uma nova linha de crédito de R$ 500 milhões ao setor foi anunciada.

 

Trabalhadores da cultura

 

São Paulo tem na indústria cultural um dos mais significativos alicerces de sua economia e turismo. Sá Leitão apresentou números que reafirmam a importância do setor: corresponde a 3.9% do PIB de SP, o equivalente a R$ 78 bilhões, com alta taxa de empregabilidade no estado. 

 

Desta força de trabalhadores da cultura, 300 mil são formais e 650 mil informais, entre autônomos, MEIs e temporários, “até este momento sem uma fonte de renda”, ressaltou o secretário de Cultura e Economia Criativa.

 

Alguns eventos, como o É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários, vão acontecer somente online. Mas estas iniciativas não bastam. 

 

Linha de crédito

 

Sérgio Sá Leitão anunciou a criação da nova linha de crédito pelo Proav (Programa de Investimento no Setor de Audiovisual), somando R$ 500 milhões para empresas do setor cultural e criativo, bem como empresas do turismo. A linha de financiamento está disponível site da Desenvolve SP e toda a operação é online. 

 

 “São recursos com menor juro da Desenvolve SP – 1,2% –, com prazo de 12 meses para começar a pagar, tendo até 30 meses para pagamento”, explica Sá Leitão.  

 

Isenção fiscal e patrocínio

 

 Segundo o secretário, no Comitê Econômico do governo de SP surgirão mais medidas em apoio ao desenvolvimento geral do estado, dentre elas desconto fiscal e editais do Proac (Programa de Aceleração Cultural). 

 

 “O governo do estado é também muito afetado pela crise devido à diminuição da arrecadação”, lembrou o secretário. Do Comitê de Gestão da Crise participam CEOs das maiores empresas do estado de SP – aos quais apela para que mantenham seus patrocínios culturais.