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COVID-19 - Atila Iamarino traduz o novo coronavírus no Roda Viva
Seg, 30 de Março de 2020 20:33

Aos 36 anos, Atila Iamarino estudou vírus como ebola e HIV...

(São Paulo, brpress) - A entrevista da semana no Roda Viva, exibida na última segunda-feira (30/03), pela TV Cultura, com biólogo e divulgador científico Atila Iamarino, será reprisada neste domingo (05/04), às 20h. Tendo o novo coronavírus como tema, o programa tornou-se a maior audiência desde julho de 2018 – batendo o recorde que era do então juiz Sérgio Moro –, já teve mais de  2 milhões de views no YouTube e bateu no topo das trending topic no Twitter, no Brasil e no mundo.  

 

Atila Iamarino mostrou sabe muito sobre o coronavírus e sabe também como explicá-lo parar audiências leigas. Além do óbvia alerta de que o Brasil precisa parar e só devem ser mantidas as atividades essenciais, o pesquisado falou também sobre a importância do país investir mais em ciência e renovar a credibilidade na imprensa.

 

Fundador da maior rede de blogs de ciência do Brasul, o Science Blogs Brasil, Iamarino afirmou que se não forem tomadas as devidas providências, o mundo vai enfrentar um "cenário terrível". 

 

Iamarino não está trabalhando em  pesquisas sobre o vírus. Mas vem desempenhando um papel relevante, relacionando diferentes estudos, citando fontes, como dados do Imperial College of London, instituição-chave na política governamental de combate à COVID-19 no Reino Unido. 

 

Ciência show

 

A capacidade expositiva e linguagem acessível de Atila Iamarino para falar de ciência são excelentes.  Seus vídeos e lives em seu canal no YouTube seguem aumentando de audiência nestes tempos de isolamento social e incerteza.

 

Um vídeo atingiu a marca de 5,2 milhões de visualizações em menos de uma semana e fez com que o nome do biólogo chegasse à lista de assuntos mais comentados pelos brasileiros no Twitter.

 

Atila Iamarino é doutor em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP), concluiu dois pós-doutorados estudando a disseminação (ele prefere o termo "espalhamento") dos vírus e a forma como esses organismos evoluem. Um desses pós-doutorados foi na própria USP, e o outro na Universidade Yale, nos Estados Unidos. Aos 36 anos, estudou vírus como ebola e HIV. 

 

(Sérgio Correa*, especial para brpress)

 

CORONAVÍRUS - MITOS E VERDADES, por Atila Iamarino 

 

- O vírus não foi criado em laboratório e possivelmente não foi manipulado. 

 

- O isolamento social é hoje, a ÚNICA medida capaz de fazer frente a esta pandemia. 

 

- Não há hoje, conclusão científica de que cloroquina cura o novo coronavírus.

 

- Não há evidência de que uma pessoa infectada esteja imune para o resto da vida.

 

- Esperar a população criar resistência é estrangular sistemas de saúde e levar milhares a morte devido a velocidade da infecção. 

 

- Estamos há duas semanas atrás da Espanha, medidas de contenção são a única forma de não chegarmos na situação daquele país hoje.

 

- Não existe no mundo, modelo de análise de velocidade de infecção de vírus em favelas. 

 

-  Testes em massa são necessários, mas são também um desafio - países que abandonaram a pesquisa e pesquisadores, terão que importar e está havendo uma disputa mundial por eles.

 

- Existe a possibilidade concreta de epidemias ainda mais letais e velozes.

 

- Haverá mudanças no padrão de comportamento e convívio. 

 

- A negação da ciência cobra um preço caro.

 

- Não faltam no Brasil pesquisadores e gente capacitada, o que faltam são recursos equipamentos.

 

- Um dos melhores pesquisadores na área teve a bolsa suspensa recentemente. 

 

- Apenas líderes do Brasil e Bielorússia negam a gravidade da pandemia e ainda pregam o fim do isolamento.

 

- O mundo que conhecemos acabou.

 

- A globalização vai tomar um baque, até o final do ano não haverá viagens áreas e as empresas já sabem disso.

 

- Alguns países tem testado como retornar as atividades, depois de "controlar" o virus, Twain e Singapura fazem misto de normalidade e depois reclusão . O uso de máscara será necessário.

 

- A volta da vida em plena despreocupação em relação ao vírus só se dará após a descoberta e a aplicação em massa da vacina.

 

 

*Sérgio Correa trabalha com dados de jornalismo há 27 anos. É professor convidado na ECA-USP e também responsável pela página Fatos e Dados, no Facebook.