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COVID-19 - Adiamento da Olimpíada de Tóquio tem custo em bilhões de dólares
Seg, 06 de Abril de 2020 17:52

Cerimônia de entrega da pira olímpica no Estádio Panaten...

(brpress) - Mesmo com o adiamento da Olimpíada de Tóquio para 2021 – reagendada de 23 de julho a 08 de agosto, pelo menos até a segunda ordem, segundo o CEO do Comitê organizador do evento, Toshito Muto), em razão da pandemia do novo coronavírus, o Comitê Internacional Olímpico (COI) decidiu manter o ano de 2020 no nome, nos logotipos e campanhas do evento. A medida visa evitar ainda mais prejuízos. 

 

Nada que seja novo para Tóquio, que teve a olimpíada de 1940 cancelada por causa da Segunda Guerra Mundial – a segunda das três vezes na história dos Jogos Olímpicos, somando-se a Berlim, em 1916, e Londres, em 1944, todas em função das Guerras Mundiais.

 

Patrocinadores 

 

Os valores empenhados pelos maiores patrocinadores do COI para Tóquio 2020, entre eles Coca-Cola, Alibaba, Visa, Omega e Toyota, beiram mais de US$ 1,5 bilhão. Estima-se que foram investidos cerca de US$ 3 bilhões pelos patrocinadores diretamente no Comitê Organizador de Tóquio, entre eles Google, Canon, Asics, Ernst & Young, Cisco e mais de 50 outras empresas. 

 

Isso sem falar nos investimentos feitos pelas autoridades japonesas para a construção e reforma das instalações. Somam-se a isso, contratos para instalações de infraestrutura que já passaram dos US$ 2,8 bilhões. 

 

Publicidade e mídia

 

Do ponto de vista de mídia, há grandes prejuízos também, como mudanças nas grades de programação das emissoras de TV detentoras dos direitos de transmissão, que pagaram algo em torno de US$ 4,2 bilhões. 

 

O investimento feito pelo Grupo Globo, que vendeu cotas comerciais relacionadas à Olimpíada de Tóquio 2020 para seis patrocinadores, totaliza quase US$ 600 milhões.

 

Turismo e esporte

 

Convenhamos: não dava para excluir o público de um evento da grandiosidade de uma olimpíada, como fizeram algumas das principais federações mundiais, como NBA (basquete), Fórmula 1, ATP (tênis), Uefa, Conmebol, La Liga e Serie A (futebol). 

 

Espera-se que os cerca de 400 mil turistas estrangeiros que iriam ao Japão, tendo comprado mais de 4,5 milhões de ingressos, mantenham o plano para 2021. Eles trariam algo em torno de 2 bilhões de euros de receita extra para o país asiático.

A preparação esportiva de atletas de mais de 200 nações também tem um custo astronômico – que, no entanto, não deve se perder. Somando as dez maiores potências olímpicas, o investimento pode passar de US$ 5 bilhões no quadriênio 2017/2020, período do atual ciclo olímpico que a COVID-19 estendeu.