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MÚSICA - Paul McCartney conta como os Beatles evitaram fazer show racista
Qua, 10 de Junho de 2020 14:28

Os Beatles no lançamento do álbum Sgt. Pepper’s Lonely H...

(brpress) - Jacksonville, EUA, 1964. Os Beatles estão prestes a entrar no palco e são avisados que o público é segregado – brancos e negros estão separados na plateia. Os Fab Four desafiam a regra, se negando a compactuar com aquilo e fazem não só o primeiro show não segregado naquela cidade, mas história.  

Paul McCartney disse que, a partir do episódio, a banda incluiu em contratos não se apresentar para públicos segregados. “Precisamos da mudança. Precisamos trabalhar juntos para superar o racismo de qualquer forma. Precisamos aprender mais, ouvir mais, falar mais, nos educar e, acima de tudo, agir”, escreveu Macca.

“Enquanto nós seguimos vendo protestos e manifestações ao redor do mundo, eu sei que vários de nós queremos saber o que podemos fazer para ajudar. Nenhum de nós tem todas as respostas e não existe uma maneira rápida de consertar”, completou.

Paul McCartney se disse "triste" por ver que, apesar de mais de 50 anos terem se passado – o icônico álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band teve até festival para celebrar um quarto de século, com cobertura da brpress para a Harper's Bazaar Brasil –, o racismo estrutural ainda persiste mesmo nos países desenvolvidos. 

Mais showbusiness 

Por meio do Facebook, Paul McCartney também criticou o governo da Itália pela aprovação de uma lei que permite a distribuição de vouchers para pessoas que compraram ingressos para shows cancelados em função da pandemia do novo coronavírus.

O chamado Decreto Cura Itália autoriza organizadores de espetáculos a emitirem bônus para o público usar em outros eventos, ao invés de reembolsar os clientes pelos shows anulados.

"É verdadeiramente escandaloso que aqueles que compraram ingresso para um show não possam reaver seu dinheiro. Sem fãs, não existiria música ao vivo”, ressaltou McCartney. “Estamos fortemente em desacordo com aquilo que o governo italiano e a Assomusica [associação de produtores] fizeram”.