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GENTE - Marcus Rashford: ‘Juntos podemos mais’
Ter, 16 de Junho de 2020 16:42

O atacante Marcus Rashford fala pelas minorias na Inglaterra...

(Londres, brpress) - “Não é sobre política. É sobre humanidade”,  diz Marcus  Rashford, atacante do Manchester United de 22 anos, que, por já ter passado fome na infância, fez uma campanha que colocou comida na mesa de milhares de famílias britânicas durante estes duros tempos de pandemia. 

 

 Negro e filho de imigrantes, Rashford juntou-se a ONG FareShareUK e aos seus milhares de seguidores no Twitter para arrecadar 20 milhões de libras (cerca de R$ 120 milhões) e compartilhar – especialmente com os políticos britânicos –  uma carta aberta para o governo fornecer vouchers a crianças carentes,  durante as férias escolares. 

 

Lockdown com fome

 

De acordo com a ONG Food Foundation, 200 mil crianças no Reino Unido não tiveram acesso às refeições propriamente devido ao lockdown causado pela pandemia do novo coronavírus pela falta de dinheiro e emprego de seus pais e/ou responsáveis. “Na Inglaterra hoje, 45% das crianças negras e de grupos étnicos minoritários estão hoje na pobreza. Esta é a Inglaterra em 2020”, escreveu Rashford.

 

 Ainda assim, Boris Johnson, o primeiro-ministro britânico, rejeitou a iniciativa de Rashford em um primeiro momento, de acordo com o Times. Em artigo publicado no mesmo jornal , o jogador escreveu: "Acabar com a pobreza infantil é um troféu maior do que qualquer um no futebol".

 

Prioridades

 

Agora – e após ser criticado pelo seu próprio partido, o Conservador –, Boris Johnson revelou que 120 milhões de libras (R$ 772 milhões) serão destinados para ampliar os vales-refeições a 1.3 milhão de crianças em idade escolar de famílias mais carentes durante as férias na Inglaterra, País de Gales e Escócia (Irlanda do Norte ficou, por enquanto, de fora). É o chamado "Covid summer food fund” (‘Fundo de Alimentação da Covid para o Verão’), que será utilizado durante as seis semanas de férias.

 

 O jornal The Guardian criticou a postura do governo e frisou que “não há dinheiro para a merenda escolar das crianças mais vulneráveis do Reino Unido, mas estamos prestes a empregar 50 mil novos funcionários aduaneiros para lidar com a burocracia extra  do Brexit a um custo anual de 2,5 bilhões de libras apenas em salários.”