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ATIVISMO - Antirracismo ou maketing: marcas e políticos na mira do público
Sex, 10 de Julho de 2020 14:01

Black Lives Matter pintado em letras garrafais amarelas em f...

(brpress) - Black Lives Matter em letras garrafais amarelas em frente à Torre Trump, em Nova York. Foi obra do movimento, que contou com uma mãozinha do prefeito Bill de Blasio e da primeira-dama,  Chirlane McCray. A atitude mostra o apoio – e uso – político do “Vidas Negras Importam”, fortalecido após o assassinato de George Floyd.  

 

 O mesmo tom foi adotado por empresas de moda e mídia a entretenimento, passando até por finanças. É o “ativismo de marca” –  marcas defendendo uma posição sobre questões sociais, ambientais ou políticas, como um posicionamento de marketing. Afinal, uma pesquisa de 2018 em 35 países mostrou que 64% dos consumidores recompensariam empresas que consideram engajadas em algum tipo de ativismo e causa. 

 

Até agora, em 2020, apenas quatro das 500 maiores empresas americanas tinham um diretor-executivo negro. Portanto, a tentativa de ser politicamente correta pode sair pela culatra, caso não seja consistente e realmente genuína em suas práticas. Porque, geralmente, consumidores ligados em ativismo e causas acabam percebendo que trata-se apenas de marketing. 

 

Hipocrisia? 

 

Por isso, algumas marcas estão sendo acusadas de hipocrisia. No caso do movimento Black Lives Matter vale observar se empresas levantando essa bandeira estão genuinamente envolvidas na causa antirracista ou apenas tentando lucrar em cima da causa. A famosa ativista Brea Baker adverte as empresas que campanhas em redes sociais não são suficientes e que "os consumidores estão prestando atenção".

 

A reação de Donald Trump sobre a pintura BLM na “sua” calçada deixa essa questão no ar: "Tinha muita consideração por ele [o democrata de Blasio]. “E então ele atira com um grande Black Lives Matter no meio de 5a. Avenida. Todos os comerciantes estão furiosos", disse o presidente republicano à Fox News. 

 

E você, o que diria?