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Hélio Oiticica ganha curso do MAC.continentalcultural.blogspot.comHélio Oiticica ganha curso do MAC.continentalcultural.blogspot.com

Oiticica em debate

(São Paulo, brpress) – MAC USP realiza curso sobre obra do artista plástico, morto em 1980, com inscrições até 05/11.
(São Paulo, brpress) – O Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP realiza, entre 05/11 e 03/12, das 13h30 às 17h30, um curso sobre a obra do artista plástico Hélio Oiticica (1937-1980), um dos mais importantes nomes da arte contemporânea brasileira.

O curso discute o pensamento em processo do trabalho de Oiticica a partir da relação com seus escritos e com a leitura de autores, como Friedrich Nietzsche, Henri Bergson e Maurice Merleau-Ponty.

Parangolé  e Tropicália

Hélio Oiticica começou a pintar em 1954, passando a conviver com artistas e críticos, como Lygia Clark – com quem integrou o Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro –, Ferreira Gullar e Mário Pedrosa. Inovou, a partir dos anos 60, ao apresentar propostas de arte que envolviam uma relação sensorial mais ampla, por meio do tato, olfato, audição e paladar.

Sua mais célebre obra é o Parangolé,  espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) com texturas e frases como “Incorporo a Revolta” e “Estou Possuído”, reveladas a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerado uma escultura móvel.

Em 1965, foi expulso de uma mostra no MAM-RJ por levar ao evento integrantes da escola de samba Mangueira vestidos com parangolés. A experiência dos morros cariocas fazia parte da dimensão da sua obra.

Foi também Hélio Oiticica que fez o “penetrável” – o que seria hoje o conceito de instalação – Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar a estética do movimento da música popular brasileira com ambientes coloridos, que só funcionavam com a presença do espectador.

Além de suas obras “físicas”, também realizava estudos e artigos teóricos, como Os Bólides e o Sistema Espacial que Neles se Revela ou Bases Fundamentais Para Definição do Parangolé.

Acervo  

Um incêndio na residência da família do artista, no Jardim Botânico, em outubro de 2009, atingiu cerca de 90% de seu acervo. Na época, um dos irmãos de Oiticica estimou o prejuízo em US$ 200 milhões. Porém, 2.200 obras, cerca de 70% do total prejudicado, estão salvas ou em processo de restauração.

As inscrições para o curso podem ser feitas até 05/11, na secretaria acadêmica do museu, das 10h às 17h. É necessário trazer cópia do RG e CPF, além de R$ 50,00 para taxa de inscrição – professores da rede pública não pagam.  

MAC USP – Rua da Praça do Relógio, 160; (11) 3091 – 3559; [email protected]