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Familiares de jovens negros mortos por policiais protestam contra a violência com ativistas da Anistia Internacional, no Rio. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilFamiliares de jovens negros mortos por policiais protestam contra a violência com ativistas da Anistia Internacional, no Rio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

6357 assassinados em operações policiais em 2019

Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020 mostra que número cresce desde 2014 e mais de 97% dos mortos são civis

(brpress) – Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020, divulgado em setembro, mostram que 6357 pessoas foram assassinadas em operações policiais no Brasil em 2019. Esse número cresce desde 2014 e mais de 97% dos mortos são civis. O fato é chocante mas não exatamente uma surpresa para os brasileiros. Pessoas mortas por balas perdidas e o por policiais, principalmente no Rio de Janeiro, tornaram-se frequentes nos noticiários.

“O enorme percentual de civis mortos é talvez o principal indício de que, no Brasil, temos uso excessivo da força letal da polícia”, diz Amanda Pimentel, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Cor da pele

Amarildo, Ágatha, João Pedro, Jenifer, Kauã, Roberto, Carlos Eduardo, Evaldo. Existe um padrão inegável entre a maioria das pessoas que perdem a vida em abordagens da polícia: a cor pele. Oito em cada dez são negros e a maioria (99,2%) são homens. É contraproducente falar sobre violência policial no Brasil e não falar de racismo estrutural.

“Tudo isso demonstra que, embora não assuma o racismo, a prática policial possui categorias raciais que usam para reconhecer vítimas, como cor da pele, vestuário, fala e território que se vive,” completa Pimentel.

(Colaborou Maria Carolina Soares, especial para brpress/Agora Eu Quero Gritar)

Foto: Mães e familiares de jovens negros mortos por policiais protestam contra a violência no Rio. Fernando Frazão/Agência Brasil

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