Acesse nosso conteúdo

Populate the side area with widgets, images, and more. Easily add social icons linking to your social media pages and make sure that they are always just one click away.

@2016 brpress, Todos os direitos reservados.

Dia Mundial Sem Tabaco pede atitude

(brpress) - OMS quer adotar tratado internacional no combate ao fumo; no Brasil, estima-se que, a cada ano, 200 mil morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo. Por Danielli Marinho.

(brpress) – A Organização Mundial de Saúde decidiu chamar a atenção dos países para a importância de adotar as diretrizes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), no Dia Mundial sem Tabaco, celebrado nesta terça (31/05).

Considerada um marco histórico para a saúde pública global, a convenção – tratado internacional assinado por 192 países – traz, em seu texto, medidas para reduzir a epidemia do tabagismo em proporções mundiais, abordando temas como propaganda, publicidade e patrocínio, advertências, marketing, tabagismo passivo, tratamento de fumantes, comércio ilegal e impostos etc.

No Brasil, estima-se que, a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, 200 mil brasileiros morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo.

Largue via internet

Há 18 anos à frente do ambulatório de tratamento do tabagismo do Instituto do Coração (Incor), a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, autora do livro Deixar de Fumar Ficou mais Fácil (104 págs., R$ 29,90, MG Editores), desenvolveu um programa pioneiro de tratamento de fumantes que pode reduzir as taxas de desistência e recaídas, além de estimular os médicos a tratar estes pacientes com metodologia adequada.

Com o novo método, a taxa de sucesso – considerada após 52 semanas sem cigarro – chega a 55% em alguns grupos. O programa foi convertido em software, para que possa ser acessado via web por profissionais de todo o país.

Método

O novo modelo de tratamento, denominado PAF – Programa de Assistência ao Fumante, diagnostica com maior precisão o grau de dependência dos fumantes em relação à nicotina e derruba uma das principais premissas que orientam as abordagens atuais: a de que o grau de dependência está relacionado apenas com o número de cigarros consumidos diariamente.

O PAF também derruba outro mito frequente na abordagem ao fumante: o de que deixar de fumar depende principalmente de força de vontade. Hoje, sabe-se que apenas 5% dos que tentam abandonar o vício sozinhos conseguem permanecer sem fumar após um ano, e que o tabagismo requer tratamento médico especializado e acompanhamento intensivo do paciente.

Respeito e objetividade

No livro Deixar de Fumar Ficou Mais Fácil, a médica esclarece que tabagismo é uma doença e que o fumante deve ser encarado sob essa perspectiva para obter sucesso no tratamento. O grande mérito da obra é tratar o assunto com respeito e objetividade.

Baseada em pesquisa e em longa prática, a autora revela tudo que é preciso saber sobre a doença antes de iniciar um tratamento. Segundo ela, abandonar o vício de fumar não é mera falta de força de vontade: a nicotina vicia porque é uma das drogas mais eficazes para combater a ansiedade e a depressão.

A cardiologista também incluiu informações sobre um novo medicamento, a vareniclina, que aumenta em quatro vezes as chances de sucesso no tratamento. Com a substância, associada ao acompanhamento médico, os fumantes poderão superar as duas principais dificuldades para largar o cigarro: a falta de força de vontade e a síndrome de abstinência.

Usando uma linguagem prática e objetiva, ela direciona sua mensagem ao leitor de forma a incentivá-lo, mostrando compreensão ao aplicar uma nova forma de abordagem médica.

Segundo Jaqueline, cobrança e dedo em riste só atrapalham aqueles que querem deixar de fumar. Ela aconselha os fumantes a não se deixar pressionar por argumentos convencionais, que podem fazer com que se sintam culpados e anti-sociais. E também não é necessário sofrer sozinho: “Existe ajuda especializada e o dependente deve procurá-la”, afirma.

Números

– A OMS estima que um terço da população adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes;

– Cerca de dois terços da população fumante do mundo vive em dez países: China (que concentra aproximadamente 30%), Brasil, Estados Unidos, Japão, Rússia, Alemanha, Turquia, Indonésia e Bangladesh;

– De acordo com dados do Ministério da Saúde, o poder público gasta com o tratamento de fumantes duas vezes mais do que arrecada com os impostos do cigarro.

(Danielli Marinho/Especial para brpress)

Comentários