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Lei antifumo levou aaumento de 25% na procura de fumantes desejando abandonar vício.glaucef.blogspot.comLei antifumo levou aaumento de 25% na procura de fumantes desejando abandonar vício.glaucef.blogspot.com

Efeitos da lei antifumo

(São Paulo, brpress) - Completa dois anos lei que proíbe fumo em ambientes fechados de uso coletivo e aumenta número de fumantes que querem abandonar vício. Por Danielli Marinho.

(São Paulo, brpress) – Neste sábado (07/05), a lei que proíbe o fumo em ambientes fechados de uso coletivo, como restaurantes, danceterias e bares, no estado de São Paulo, completa dois anos.

A chamada lei Antifumo, criada com base na tendência mundial de cidades como Nova York, Paris e Buenos Aires, de manter os ambientes livres do tabaco, hoje tem uma adesão de 99% dos estabelecimentos e apoio dos próprios fumantes, segundo Sérgio Ricardo de Almeida Santos, membro da sub-comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

“Atualmente, no Brasil, a população tabagista é minoria, em torno de 15%. Mas a medida recebe a aprovação inclusive dos fumantes: cerca de 80% deles já se mostravam a favor da regra mesmo antes de imposta pelo governo”, diz Santos. “Agora, até mesmo os tabagistas fazem questão de se colocar a favor do cumprimento da lei, caso alguém esteja fumando em ambiente fechado”, analisa o especialista.

Redução do tabagismo

No Brasil, existem apenas dados apontando a queda na exposição à fumaça de cigarros dos indivíduos que trabalham na indústria de entretenimento. Também pode-se verificar um aumento no número de interessados em abandonar o tabagismo.

“No Centro de Tratamento de Tabagismo, Prevfumo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, houve aumento de 25% na procura de fumantes desejando abandonar o vício. Questionados pelo motivo do abandono, a maioria se refere à redução do fumo por conta da lei, pois tiveram de se adaptar a nova realidade e, progressivamente, tornaram-se menos dependentes” explica Santos.

Segundo Christina Pinho, mestre em pneumologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professora-adjunta da Unigranrio (RJ), no Rio de Janeiro, onde a lei antifumo foi sancionada em agosto de 2009, a medida contribuiu para proteger, principalmente, o trabalhador da exposição à fumaça do cigarro.Vergonha

“Um garçom que trabalhe em um ambiente onde o fumo é permitido, por exemplo, é como se tivesse fumado um cigarro a cada hora”, compara. Para a médica, com todo o movimento contra o tabagismo, com o maior entendimento dos malefícios do cigarro e com a divulgação das informações quanto ao tabagismo passivo, as pessoas passaram a ter mais vergonha de fumar.

No Brasil, ainda não existem pesquisas avançadas mostrando a redução das doenças relacionadas ao tabaco. Porém, dados de outros países que adotaram a proibição há mais tempo mostram que já é possível verificar uma redução no número de internações por infarto agudo do miocárdio.

Segundo Christina Pinho, ao contrário do que muitos pensam, as doenças cardiovasculares são as mais comuns nos pacientes fumantes. “Dentre todos os pacientes fumantes, no máximo 20% evoluem com enfisema ou bronquite”, informa.

Cigarro X álcool

Considerado um mal social, largar o cigarro pode ser mais difícil do que parar de beber. Quem já fumou cem cigarros ao longo da vida, já é considerado fumante e só depois de um ano sem cigarros é que pode ser considerado ex-fumante.

“As pessoas têm de entender que fumar é um vício que ninguém gostaria de ter. O fumante, na verdade, gosta do prazer que o cigarro proporciona, não exatamente do cheiro ou da fumaça”, explica. A pneumologista alerta ainda que o fumante passivo pode sofrer das mesmas doenças que um fumante ativo e as crianças são as mais prejudicadas. “Como ainda estão com o sistema respiratório em formação, elas ficam mais vulneráveis”, completa.

(Danielli Marinho/Especial para brpress, com informações da Acontece Comunicação e Notícias)

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