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Cena do filme A FebreCena do filme A Febre

Cerceamento da Ancine repercute em Locarno

(Locarno, brpress) - Tentativa de censura na Agência Nacional de Cinema e de suposto diálogo com Bolsonaro podem afetar produção.

(brpress) – Começa nesta quarta-feira o Festival Internacional de Cinema de Locarno, onde produções brasileiras estão sempre presentes, desde a época do Cinema Novo. Este ano, as notícias sobre os planos do governo Bolsonaro de criação de um filtro, interpretado como uma pré-censura, na Agência Nacional de Cinema (Ancine), já deram a volta ao mundo, e geram inquietação não só no Brasil.

A própria nova diretora do Festival, Lili Hinstin, está inquieta, pois o risco do controle dos filmes se insere na preocupação geral e mundial em favor da liberdade de criação e de expressão. Se nada for feito para impedir as transformações dentro da Ancine, é provável que os filmes brasileiros este ano em competição, no Festival de Locarno – como A Febre, sobre a crise existencial de um índio em Manaus –e, logo a seguir, no Festival de Veneza, sejam os últimos filmes sem censura nos festivais. E, caso haja de fato censura, é muito provável não haver mais filmes brasileiros nos próximos festivais. 

No dia 20 de julho deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou um decreto anunciando mudanças na estrutura administrativa do cinema brasileiro. A Ancine foi do Rio para Brasília, e o Conselho Superior de Cinema teve sua composição alterada, além de ser transferido do Ministério da Cidadania, que englobou o antigo Ministério da Cultura, para a Casa Civil. O número de membros do setor audiovisual no Conselho foi reduzido pela metade – de seis para três – e da sociedade civil, de três para dois. Os demais são funcionários do governo.

(Colaborou Rui Martins, especial para brpress) 

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