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Johnny Depp retorna no papel de Chapeleiro Maluco em Alice Através do Espelho. Foto: DivulgaçãoJohnny Depp retorna no papel de Chapeleiro Maluco em Alice Através do Espelho. Foto: Divulgação

Depp sobre Chapeleiro: ’Mais louco, confuso e perdido’

(brpress) - Ator, diretor Tim Burton e elenco do filme Alice Através do Espelho conversaram com jornalistas em Londres, numa divertida coletiva.

(brpress) – O filme Alice Através do Espelho (Alice Through the Looking Glass, 2016), com estreia mundial marcada para 26 de maio, foi exibido para jornalistas no último domingo (08/05), em Londres, seguido de uma coletiva de imprensa com a presença de atores, como Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), do produtor-executivo Tim Burton e do diretor James Bobin.

    Apesar do tom feminista da releitura cinematográfica do livro de Lewis Carroll que dá sequência a As Aventuras de Alice no País das Maravilhas (completando 150 anos em 2016), Depp roubou as atenções na coletiva. Bem humorado, ele fez brincadeiras equilibrando um prato de bolinhos servidos no evento na cabeça, tirando barato sobre o “contrabando” de seus cães para a Austrália, e afirmou que, apesar de continuar com a pegada lisérgica e psicodélica que marcou o primeiro filme da franquia, Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010), seu personagem está “infinitamente mais louco, confuso, perdido e até mesmo mais paranóico e violento”.

‘Mad as a Hatter’

    Depp contou que aproveitou a oportunidade de fazer o Chapeleiro Maluco novamente para colocar alguns elementos que ele acha que faltaram no primeiro filme. “Eu não sou um cinéfilo, mas quando se trata de um personagem que eu faço, sempre tenho muitas críticas e, quando vejo o resultado da performance, acabo achando que há sempre algo a mexer aqui e ali, a melhorar. Com o Chapeleiro não foi diferente”. E como ele ficou Maluco? “Foi a Disney que o deixou pirado”, disse Depp [risos]. “Na verdade, no século 19, a cola que os chapeleiros usavam para fazer chapéus tinha mercúrio e causava intoxicação”, explica Depp.  Daí a expressão ‘Mad as a Hatter’ [‘Louco como um Chapeleiro’], muito usada na Inglaterra, e incorporada por Lewis Carroll como referência às alterações psiquiátricas causadas pela intoxicação por mercúrio.

    “Acho que o desafio de interpretar alguém que foi além das fronteiras da insanidade é algo fascinante, especialmente se essa pessoa não sabe que está louca. No caso do Chapeleiro Maluco, levei a loucura às últimas consequências. Ele está ainda mais perturbado que no primeiro filme”, continua Depp. Isso significa que, independente do cabelo laranja e jeito atabalhoado, Johnny Depp continua a reinar tranquilamente entre estrelas como Anne Hathaway (Rainha Branca), Helena Bonham Carter (Rainha de Copas) e Mia Wasikowvska (Alice).

Cães e outras gracinhas

    É claro que perguntas de cunho pessoal foram proibidas já antes do início da coletiva, como é praxe. Mas questionamentos sobre o recente vídeo gravado pelo ator e sua mulher, Amber Heard, por exigência das autoridades australianas vieram à tona. No vídeo, ambos pedem forçadas desculpas à Austrália e advertem sobre os riscos judiciais de tal conduta e foi gravado em troca da suspensão de sanções por entrar no país com animais sem autorização prévia, desrespeitando as leis de quarentena do país.

    Depp não se abalou com o que chamou de “jeito alegre dos australianos”. E respondeu com uma cara bem mais animada do que a que aparece no vídeo, que virou viral na internet: “…Queria mesmo é pedir desculpas por não ter contrabandeado os meus cães para Inglaterra…”. Mais risos foram incontidos. Alguém precisa avisar o ator que a quarentena para entrar no Reino Unido com animais vindos de fora de alguns países da União Europeia caiu (o que não quer dizer que a entrada de pets no Reino Unido não precise ser previa e rigorosamente autorizada).

    Tim Burton entrou na brincadeira canina, “lamentando informar” que, ainda naquela tarde, havia “sentado sem querer” em cima dos Yorkshires Boo e Pistol, “matando-os sumariamente”. O humor negro do diretor, que tanto fez sucesso em parcerias com Depp, como em Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, 1990), A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory, 2005) e Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, 2007), continua vivo e afiado.

Viagens

Burton pouco falou sobre sua colaboração com a Disney, Depp e com o universo de Carroll – ainda que Alice nos País das Maravilhas tenha sido sua consagração financeira, arrecadando perto de US$ 1 bilhão em bilheteria. Mas Depp não perdeu a chance de se lamuriar sobre as agruras do estrelato, “que não permite o luxo do anonimato ao jantar fora e te torna alvo constante de notícias, quase sempre falsas”. Que conselhos daria a si mesmo se pudesse voltar no tempo? “Escolha uma profissão pautada pela simplicidade”.
   
    No filme Alice Através do Espelho é a personagem principal que volta ao País das Maravilhas, depois de “dois anos viajando, estando muito mais descolada e amadurecida”, ressalta Mia. Alice deixa para trás a rigidez e a caretice da Inglaterra vitoriana. Perguntada se gostaria de viajar no tempo, Mia falou que está confortável em viver sem esta opção mas. se voltasse no tempo. “provavelmente gostaria de fazer algo bem banal, como ter de novo um ano e ser ninada por alguém”– o que imediatamente Johnny Depp disse que “poderia providenciar”. 

Essa volta não coube nos planos de Burton, que parecia meio que aliviado de ter deixado para trás a “toca do Coelho” que é dirigir uma produção da envergadura de Alice, preferindo se concentrar em Dumbo (novo projeto da Disney em live action, misturando animação e atores reais, a cargo do diretor). Burton limitou-se a ajudar James Bobin a filmar as cenas passadas em Londres. “É o mundo dele”, reverenciou Bobin.

Leia mais sobre Alice Através do Espelho aqui.

Leia mais sobre os 150 anos de As Aventuras de Alice no País das Maravilhas aqui.

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