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Angelina Jolie: ainda imbatível no reinado do girl power.DivulgaçãoAngelina Jolie: ainda imbatível no reinado do girl power.Divulgação

Mulher, o sexo forte

(brpress) – Sucker Punch repete fórmula "girl power", ao mostrar garotas que empunham armas e enfrentam os vilões, com um forte componente sexy. Por Vanessa Wohnrath.

(brpress) – Em Sucker Punch – Mundo Surreal (Sucker Punch, 2011), as personagens principais são belas, valentes e prostituídas garotas, que empunham armas e enfrentam os vilões sem pestanejar e com o maior sangue frio. Lembram As Panteras, cujo guru/mentor é um homem, com voz macia, fala tranquila e um sutil senso de humor.

O poderio feminino sempre foi muito bem representado no cinema e na televisão, deixando de lado o conceito de mulher indefesa que precisa de um mocinho para  salvá-la – e sempre com a independência como um forte componente sexy.

Uma das primeiras heroínas a surgir foi Barbarella, no filme homônimo de 1968, com Jane Fonda como a aventureira que viaja pelo espaço e luta contra robôs e monstros. Ainda no espaço, a tenente Ripley (Sigourney Weaver) lida com estranhas e apavorantes criaturas em Alien, o Oitavo Passageiro (Alien, 1979) e nas outras três continuações (1986, 1992, 1997). Outra heroína, Sarah Connor (Linda Hamilton), enfrenta ciborgs em O Exterminador do Futuro (The Terminator, 1984) e O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgment Day, 1991).

Um ótimo exemplar de mulher poderosa – sem recorrer à ficção científica – está no filme Thelma & Louise (1991), no qual duas amigas estão cansadas de aturar as asneiras de seus homens e partem numa viagem transformadora.

Fêmeas de Tarantino

O cineasta Quentin Tarantino explora muito bem a presença feminina em suas produções. Basta conferir, por exemplo, Kill Bill: Vol. 1 e Vol. 2 (2003, 2004) e À Prova de Morte (Death Proof, 2007). No primeiro, A Noiva ( Uma Thurman) fazia parte de um grupo de assassinas. Mas ela passa a agir sozinha, na busca de uma vingança sanguinária, após ser traída. No segundo filme, três amigas são aterrorizadas – e aterrorizam – um motorista misógino.

Imbatível como reprentante do “girl power”, Angelina Jolie se mantém no topo da lista desde Garota Interrompida (Girl, Interrupted,1999), pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Nos dois filmes da série Lara Croft (2001, 2003), em Sr. & Sra. Smith (2005), O Procurado (Wanted, 2008) e Salt (2010) a moça alia sex appeal, força e destreza nas cenas de ação – na maioria, ela dispensa dublês.

Diligência

No Velho Oeste, algumas mulheres encaram cowboys sem medo e, na maoiria das vezes, para provar, com sucesso, quem é mais rápido no gatilho. Em O Diabo Feito Mulher (Rancho Notorious, 1952), Marlene Dietrich é uma sedutora criminosa.  Quatro Mulheres e Um Destino (Bad Girls, 1994) traz ex-prostitutas perigosas em busca de um novo rumo.

Sharon Stone – que antes de Jolie era o supra-sumo do “girl power”, na pele da traiçoira e ultrasexy escritora Catherine Tramell, em Instinto Selvagem (Basic Instinct, 1992) – também deixou sua marca no gênero como a pistoleira Ellen, em Rápida e Mortal (The Quick and the Dead, 1995).

Este ano, Bravura Indômita (True Grit, 2010) brilhou com a forte presença de Hailee Steinfeld, como uma corajosa menina querendo vingar a morte do pai.

Femme fatales

No cinema, as personagens femme fatales, que usam o poder de sedução para tirar proveito dos homens, aparecem em puro esplendor nos filmes noir. Em Relíquia Macabra (The Maltese Falcon, 1941), a personagem de Mary Astor judia do detetive vivido por Humphrey Bogart.

Outra personagem famosa é a de Rita Hayworth em A Dama de Shanghai (The Lady from Shanghai, 1947) – uma esposa mal amada, que deixa um outro homem de quatro por ela.
A última aparição das mulheres fatais em um filme noir foi em Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City, 2005), que também tem uma gangue de prostitutas furiosas.

Bond girls

Quando se fala em femme fatales, logo se lembra das bond girls nos filmes do agente 007. Todas manipulam Bond sexualmente, cientes de seu fraco por qualquer rabo de saia, mostrando depois suas garras, especialidades, talentos e interesses. Vesper Lynd, brilhantemente interpretada por Evan Green, está no topo do poder – mas não da maldade.

É difícil a disputa de quem é mais má entre algumas bond girls, como  são Fiona Volpe (Luciana Paluzzi), de 007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball, 1965), Elektra King (Sophie Marceau), de 007 – O Mundo Não É o Bastante (The World is Not Enough, 1999) e Xenia Onatopp (Famke Janssen), de 007 Contra Goldeneye (Goldeneye, 1995).

Mulher Maravilha e afins

E uma velha heroína da era televisiva está de volta – e sem uma ruga sequer. Foi divulgado na semana passada o novo uniforme que a Mulher Maravilha vai usar no remake da famosa série de TV dos anos 70 — que tinha Linda Carter na pele da heroína, e que agora tem a atriz Adrianne Palicki no papel. A roupa oficial ganhou uma versão com calça e botas azuis brilhantes.

E no quesito mulheres poderosas icônicas,  As Panteras (Charlie’s Angels) com Farrah Fawcett, Jaclyn Smith e Kate Jackson balançando suas bem tratadas cabeleiras como três destemidas detetives. O seriado, que estreou em 1976, ganhou duas adaptações para o cinema: As Panteras (Charlie’s Angels, 2000) e As Panteras Detonando (Charlie’s Angels: Full Throttle, 2003), com Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu como as novas heroínas.

Nikita – Criada Para Matar (Nikita, 1990) traz uma prisioneira (Anne Parillaud) transformada em espiã assassina. O filme franco-italiano deu origem a duas séries de TV: La Femme Nikita (1997-2001), com Peta Wilson e Nikita, com Maggie Q, exibida atualmente no canal fechado Warner.
O mesmo caminho foi seguido por Buffy – A Caça Vampiros (Buffy the Vampire Slayer, 1992), que recebeu uma exitosa versão televisiva com sete temporadas (1997-2003), estrelando Sarah Michelle Gellar. Alias: Codinome Perigo (Alias, 2001-2006) colocou Jennifer Garner no mapa de Hollywood, ao viver a agente secreta Sydney Bristow, requisitada para missões em todo o mundo.

Até nos desenhos animados as moças distribuem tabefes e desfecham golpes mortais. Saudades das Meninas Super-Poderosas (The Powerpuff Girls, 1998-2004) – Docinho, Florzinha e Lindinha – combatendo malfeitores na série de TV que deu origem ao longa As Meninas Superpoderosas: O Filme (2002), que  descreve a origem da criação das super-heroínas.

(Vanessa Wohnrath/Especial para brpress)

Assista aqui [LINK http://www.youtube.com/watch?v=pUpFYDHzF8I&feature=player_embedded] à abertura do seriado original Mulher Maravilha.

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