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Ed Sheeran: cara comum escreve letras comuns no documentário Songwriter. Foto: DivulgaçãoEd Sheeran: cara comum escreve letras comuns no documentário Songwriter. Foto: Divulgação

Música para ver

(brpress) - Documentários musicais sobre Ed Sheehan, M.I.A e outros ganham destaque em festivais, como Berlim, e são procurados por exibidores na esteira do sucesso de títulos como Amy.

(brpress) – Filmes musicais foram as vedetes este ano no 68o. Festival Internacional de Cinema de Berlim. Os exibidores estão em busca de sucessos de público como  Amy (2015), de Asif Kapadia, e Kurt Cobain: Montage of Heck (2015), de Brett Morgen. A mesma tendência tem sido identificada pela brpress, desde o 59o. London Film Festival, onde a reportagem viu o maravilhoso Janis: Little Blue Girl (leia resenha de Juliana Resende para Rolling Stone Brasil), sobre Janis Joplin.  

O jornal britânico The Guardian pescou a tendência e explica “por que os filmes mais quentes de agora são documentários musicais”. Filmes mostrando de artistas comerciais, como Ed Sheehan e Justin Timberlake, a alternativos como M.I.A e a banda punk feminina Slits, fizeram sucesso na Berlinale. 

Hitmaker

Songwriter mostra a trajetória do hit maker Ed Sheeran, acompanhando o músico desde 2011, quando assinou contrato com uma gravadora. O filme é dirigido por seu primo, Murray Cummings. “Quero mostrar o cara que eu vejo todos os dias e não o fenômeno pop”, disse Cummings à revista Variety. A ideia é captar as inspirações simplórias de Sheeran para compor sucessos como Shape of You, uma das músicas mais tocadas em todo o mundo em 2017.

Mathangi / Maya / M.I.A, de Steve Loveridge, teve estreia mundial em Berlim e se concentra na veia política decorrente da transformação de imigrante do Sri Lanka vivendo na periferia de Londres em popstar internacional. M.I.A, iniciais para “Missing In Action”, que no jargão militar são utilizadas para combatentes mortos, é o nome artístico de Mathangi “Maya” Arulpragasam, de 42 anos. Recentemente, ela disse que AIM (2016) seria seu último disco e que não mais se apresentaria ao vivo.

Efeito Netflix

Outros documentários que vêm por aí são Mirroring Michael Jackson, sobre artistas que fazem tributos a Jacko, The Go-Betweens: Right Here, sobre a banda australiana Go-Betweens, e o já citado Here to Be Heard: The Story of the Slits. A explosão de plataformas de streaming como Netflix, Amazon Instant, FilmStruck, Hulu e HBO Go ajudou os filmes documentais musicais a encontrar seu público. 

Independente das bilheterias em salas de cinema, produções como The Defiant Ones (2017), série documental de quatro partes da HBO sobre Jimmy Iovine e o rapper Dr Dre, encontraram distribuição internacional via Netflix. É também o caso de Justin Timberlake + The Tennessee Kids (2015), o último projeto de longa-metragem do falecido cineasta Jonathan Demme (diretor do cultuado doc musical Stop Making Sense, sobre o grupo Talking Heads, que desbravou o gênero em 1984). 

No Netflix, é possível assistir ao ótimo Gaga: Five Foot Two (2017), que mostra a luta da estrela pop com a fibromialgia. Em 2018, um dos filmes musicais mais aguardados é Nico, 1988, sobre a vida da cantora alemã, que marcou a estreia da banda Velvet Underground e depois saiu em controversa carreira solo – fase recortada pelo filme, com interpretação primorosa da dinamarquesa Trine Dyrholm, entrevistada com exclusividade para o Brasil pela brpress, no 61o. London Film Festival, em 2017.

Assista ao trailer de Songwriter, sobre Ed Sheehan:

https://www.youtube.com/watch?v=zESevOYkiQc

Juliana Resende

Jornalista, sócia e CCO da brpress, Juliana Resende assina conteúdos para veículos no Brasil e exterior, e atua como produtora. É autora do livro-reportagem Operação Rio – Relatos de Uma Guerra Brasileira e coprodutora do documentário Agora Eu Quero Gritar.