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Escaldado: iguaria criada por portugueses. DivulgaçãoEscaldado: iguaria criada por portugueses. Divulgação

Escaldado: dá um caldo

(brpress) - Primo-irmão do pirão tem origem indígena e foi adaptado pelos portugueses para aquecer os mais famintos estômagos e corações. Por Marcus Campos.

Marcus Campos*/ Especial para brpress

(brpress) – Quando por aqui aportaram, nesta terra em que “se plantando, tudo dá”,  os portugueses ficaram deslumbrados com a beleza tropical que se lhes apresentava.

    Acostumados à embolorada dieta que lhes era imposta, constituída basicamente dos intragáveis biscoitos de monopólio da Coroa, carne salgada e vinagre, esses aventureiros fartaram-se com os frutos, verduras , tubérculos e raízes, que a mãe natureza fazia brotar da terra, oferecendo-se-lhes como dádiva. Dentre tantos alimentos que lhes eram desconhecidos, um lhes chamou especialmente a atenção: a mandioca!

Essa raiz de formato incerto e casca parda que, ao arrancada do chão e descascada, acrescenta ao seu aroma de terra úmida uma nota adocicada, era a base da alimentação dos nativos. Dela faziam a farinha, os beijus e uma beberagem conhecida por caiçuma.

    Por sua durabilidade, a farinha da mandioca, conhecida como farinha de pau, logo passou a abastecer os porões das naus e caravelas portuguesas. Essa farinha, misturada à fervura da água salgada e acrescida de sobras de peixe, transformou-se no que hoje é conhecido por pirão.

Escaldado

    Acredita-se que essa iguaria, muito apreciada pelos brasileiros, seja uma derivação do pirão, algo assim como uma adaptação ao sertão, pois quando do desbravamento, na falta dos frutos do mar, utilizavam-se ovos de pássaros silvestres no escaldado.

Ao preparo:

    São necessários poucos ingredientes no preparo do escaldado: farinha crua (a torrada não serve), óleo,  cebola, ovos, salsa e cebolinha, água e sal a gosto.

Numa panela refoga-se a cebola bem picada com um pouco de sal em um fio de óleo.

    Acrescente a água já quente e deixe levantar fervura. Vá, aos poucos,  adicionando a farinha, mexendo sempre para não embolar. Encontre o ponto adequado, que deve ser mais ralo que um pirão e mais grosso que um mingau.

    Se ao gosto, admite-se uma pitada de colorau e até um toque de caldo de carne ou galinha. Adicione a salsinha bem picada e, a seguir, quebre dois ovos (um por vez) cuidadosamente por cima, sem misturar e deixe-os cozinhar no calor.

    Por fim, salpique com  salsa e cebolinha bem picadas. Sirva imediatamente.

(*) Marcus Campos é pesquisador da culinária brasileira, gourmet e chef formado na cozinha de uma casa mineira, de onde saem deliciosos petistos, a qualquer hora do dia ou da noite. Fale com ele pelo email [email protected], pelo Twitter @brpress e/ou Facebook.

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