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New Hit: 38 dias presos e agora julgamento em liberdade. Foto: DivulgaçãoNew Hit: 38 dias presos e agora julgamento em liberdade. Foto: Divulgação

Caso New Hit mobiliza mulheres

(brpress*) - Vítimas escreveram carta de apoio ao protesto de manifestantes da Marcha Mundial das Mulheres sobre possível estupro coletivo.

(brpress*) – As duas vítimas do caso New Hit – onde nove integrantes da banda e um policial militar são suspeitos de estupro coletivo contra duas adolescentes menores de idade –, escreveram uma carta de apoio ao protesto de manifestantes da Marcha Mundial das Mulheres, sobre o julgamento.

“Como vocês sabem esses últimos seis meses não foram fáceis pra nós. Por causa da nossa coragem tivemos que abrir mão de muita coisa. Estamos longe da nossa família, de amigos e sem meios de comunicação.
Então aproveitei a oportunidade para agradecer a cada uma de vocês que sairam de suas cidades, de suas casas para vir até Ruy Barbosa nos dar força, mostrar que não estamos sozinhas e que temos que seguir esta batalha. Em vários momentos eu cheguei a mim (sic) culpar, a desistir de tudo. Mas sempre lembramos que não estamos sozinhas. Temos todas vocês nos apoiando e lutando junto com a gente.

Obrigado por cada palavra de conforto. 
A todas vocês, Negras, Zeferinas, Repúdio, Deputada Luiza Maia e todos que estão com a gente”.

A carta, reproduzida acima na íntegra, foi escrita após o início do julgamento, na semana passada. O caso ocorreu no dia 26 de agosto de 2012, quando duas fãs se dirigiram ao ônibus da banda após um show para tirar fotos e pedir autógrafos. Segundo o relato da promotora, Marisa Marinho, durante o ato uma das vítimas foi “puxada pelos cabelos, agredida fisicamente e xingada” por seis dos suspeitos.

Mapa da Violência

Os integrantes da banda New Hit chegaram acompanhados de seus advogados e foram recebidos por manifestantes da Marcha Mundial das Mulheres, que em nota sobre o julgamento disseram: “Segundo o Mapa da Violência – Homícidios de Mulheres no Brasil, publicado em 2012 pelo Instituto Sangrari, a cada três minutos uma mulher sofre algum tipo de violência. Entre os anos de 1980 e 2010, 92 mil mulheres foram assassinadas no país… Ademais, sabemos que apenas 2% dos agressores de mulheres são condenados.”

Em meio a acusações e prisões, a banda voltou a fazer uma apresentação no dia 30/12/12, em Feira de Santana. Além dos nove integrantes, um policial militar, que fazia a segurança do grupo, também foi indiciado por estupro e formação de quadrilha. Os suspeitos ficaram 38 dias presos e foram soltos em 3 de outubro, mediante um pedido de habeas corpus.

Lúcia Barbosa, secretária estadual de Políticas para as Mulheres, disse, em documento: “O caso merece atenção especial, uma vez que o ato possui características de crime hediondo, com participação de mais de um autor, contra vítimas que não puderam e nem conseguiram esboçar qualquer reação de defesa.” A finalização do processo pode ser determinada ainda esse mês.

(*) Colaborou Beatriz Clemente/Especial para brpress.