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Foi-se Fidel. E agora?

(brpress) - Com a morte de Fidel Castro, uma era se encerra em Cuba diante de uma turva perspectiva internacional. Mas não tem sido fácil debater seu legado de maneira isenta e objetiva. Por Sérgio Corrêa.

(brpress) –  Com a morte de Fidel Castro, uma era se encerra em Cuba. Mas não tem sido fácil debater seu legado de maneira isenta e objetiva nos abundantes obituários-análises.

Os prós podem ser muitos, dado o abjeto regime de Fulgencio Batista, presidente eleito que governou entre 1940 e 1944, tornando-se um ditador entre 1952 e1959, até ser derrubado por Fidel, na Revolução Cubana.  Porém, há outros tantos contras que não podem ser deixados de fora da balança da história.

Sem rumo

O capitalismo mais civilizado (a grosso modo, social-democrata) ficou restrito à parte da Europa e alguns outros poucos países da Escandinávia. O capitalismo selvagem quer garantir liberdade irrestrita, mas vem garantido principalmente a liberdade dos fortes. Está ameaçando o próprio planeta com a maior crise ambiental da humanidade. 

E verdade seja dita: não só por culpa do capitalismo desenfreado, mas também dos países ditos socialistas. Ambos nunca deram muita atenção à questão ambiental na sua fúria pelo crescimento produtivo a qualquer custo. 

Socialismo de porteira trancada também não demonstrou ser solução. Está mais para problema. Garante igualdade, às custas de liberdades restringidas e de uma fraternidade forçada, pouco genuína. 

Ideais distantes 

O desafio de uma outra revolução continua na mesa da história do século 21: ainda aquele pregado pela Revolução Francesa. Será possível conciliar Liberdade, Igualdade e Fraternidade? Como resolver este triângulo de demandas?

Surge hoje um nacionalismo conservador racista e xenófobo, perigosíssimo, encastelado até na nação mais poderosa do planeta. A ascensão de Trump nos EUA ameaça retroceder avanços de Obama. 

O presidente eleito americano twittou que vai rescindir o acordo entre os Estados Unidos e Cuba, “caso o governo cubano não faça avanços nos direitos humanos e na abertura da economia”.

A social-democracia está fragilizada. O liberalismo clássico em declínio; virou retórica. Em nível mundial e também no Brasil, as outras alternativas ainda estão se (des-re) construindo passo a passo. Arduamente. 

Não teremos um século 21 fácil.

(Sérgio Corrêa/Especial para brpress)