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Desmont Tutu: “Muita coisa precisa mudar". Foto: World Economic ForumDesmont Tutu: “Muita coisa precisa mudar”. Foto: World Economic Forum

Desmont Tutu consolidou luta contra o Apartheid

Mas racismo "ainda está acontecendo", diz Miss Universo sul-africana, Zozibini Tunzi; arcebispo condenou violência policial no Brasil.

(brpress) – Todo respeito a Desmont Tutu, morto neste domingo (26/12), aos 90 anos. O arcebispo sul-africano foi definido por Barack Obama como uma “bússola moral” por sua luta contra o Apartheid – que lhe deuPrêmio Nobel da Paz em 1984.  

Mas a fala do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, de que a morte de Tutu “é outro capítulo de luto no adeus de nossa nação a uma geração de sul-africanos excepcionais [numa referência a Nelson Mandela], que nos deixou uma África do Sul liberta” não condiz com a realidade do país, apesar dos grandes avanços. 

É o que disse a Miss Universo sul-africana, Zozibini Tunzi, no Black Lives Matter [https://brpress.net/racismo-zozibini-tunzi-lembra-apartheid-no-blacklivesmatter/]: “Ainda está acontecendo”. 

Favelas no Brasil

Uma das vozes mais poderosas da luta pelos direitos humanos na África e no mundo, Desmond Tutu, passou a também a se envolver em debates internacionais nas últimas décadas de sua vida, inclusive sobre a violência policial no Brasil, tema do documentário Agora Eu Quero Gritar. Ele falou sobre o assunto em entrevista ao jornalista Jamil Chade

“A população de favelas precisa de água, saúde, educação. Não de armas apontadas contra ela”, disse Tutu. 

“Muita coisa precisa mudar. As diferenças sociais precisam ser reduzidas. Para começar, a população mais pobre precisa deixar de ser abandonada pelas autoridades. A violência hoje em várias partes do mundo é resultado desse abandono de milhões de pessoas. Nas favelas brasileiras, o abandono é o pior inimigo à estabilidade, é o que gera a frustração”, continuou o arcebispo.  

Militarização não

O ativista também se manifestou contra a militarização da segurança pública: “Os índices de mortes no Brasil são gigantescos. O país nunca conseguirá resolver a violência nas favelas com mais violência do Estado. Isso é o que precisa mudar. Não a invasão de exércitos”.

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