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O Beechcraft King Air C90a que cai, matando Marília Mendonça: pauco destruído. ReproduçãoO Beechcraft King Air C90a que cai, matando Marília Mendonça: pauco destruído. Reprodução

Desrespeito à legislação prejudica segurança na aviação brasileira

Comandante experiente diz 'não ser incomum construções altas em zonas de proteção" de aeroportos e que localização da pista de Caratinga (MG), onde pousaria avião cuja queda matou Marília Mendonça, dificulta aproximação.

(brpress) – A morte trágica e precoce da cantora e compositora Marília Mendonça e mais quatro pessoas devido à queda do avião em que estavam lembra muito a perda dos Mamonas Assassinas, em 02 de março de 1996. Como o documentário Mamonas Pra Sempre, Marília certamente terá homenagens póstumas. Ao contrário do acidente dos Mamonas, que ocorreu à noite, em consequência do mau tempo, o Beechcraft King Air C90a que a cantora e equipe voava numa tarde ensolarada. 

Conversamos com o comandante [Nelson] Resende, piloto comercial aposentado, com vasta experiência em jatos, de fabricantes como The Boeing Company, Airbus e McDonnelDouglas, além de aeronaves de porte menor, como mono/bimotores e turbo-hélices, lembra de ter pousado no aeroporto de Caratinga (MG) e diz que a pista fica num vale, entre duas montanhas – “o que torna a aproximação delicada”, informa. 

Fios de alta tensão

Já se sabe que a causa da queda do avião que matou a cantora e compositora Marília Mendonça, de 26 anos, e mais quatro pessoas foi a batida em fios de alta tensão – cuja proximidade da pista, apesar de a torre/linha de transmissão estarem fora da chamada “zona de proteção” do aeródromo, foi motivo de reclamação de outros pilotos registrados no DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo). “No Brasil, não é incomum não respeitarem as zonas de proteção para que a aviação opere com mais segurança”, ressalta o aviador, que já operou nos maiores aeroportos do mundo.

“Provavelmente, o piloto não viu os fios e/ou quando viu já era tarde demais”. Comte Resende

Resende diz ainda estar “intrigado” com o fato de o avião do acidente – um bimotor bastante utilizado na aviação executiva no mundo inteiro, da companhia de táxi aéreo PEC – não ter sido mais destruído na queda. “Fios de alta tensão são bem grossos e, ao bater neles, o piloto certamente perdeu o controle, sendo impossível recuperá-lo. Mas pelo impacto da queda, o King Air até que ficou inteiro”, observa. 

As investigações do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) devem fornecer detalhes técnicos sobre as causas do acidente. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encontrou o segundo motor da aeronave que caiu e matou a cantora  Marília Mendonça, de 26 anos,. De acordo com PCMGl, a peça foi localizada a cerca de 200 metros de distância do local onde o avião caiu, na sexta-feira (05/11). 

(Juliana Resende/brpress)

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