Acesse nosso conteúdo

Populate the side area with widgets, images, and more. Easily add social icons linking to your social media pages and make sure that they are always just one click away.

@2016 brpress, Todos os direitos reservados.

Bebida é mais consumida entre jovens

(brpress) - Pesquisa mostra que 36% dos jovens beberam mais de cinco unidades alcoólicas, em um período de duas horas, nos últimos 12 meses, e 25% nos últimos 30 dias. Por Gabriel Bonis.

(brpress) – Uma pesquisa inédita realizada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e o Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, divulgada em julho DE 2010, traça, pela primeira vez, o mapa do uso de substâncias ilícitas, tabaco e álcool entre universitários brasileiros, apontando elevados níveis de consumo.

O I Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários foi conduzido nas 27 capitais brasileiras, envolvendo mais de 18 mil estudantes de instituições privadas e públicas. Eles responderam a um questionário com três medidas sobre o consumo de drogas: se experimentou em algum momento da vida, se utilizou ao menos uma vez nos últimos 12 meses e se fez uso pelo menos uma vez nos últimos 30 dias.

Metade experimenta

Os dados mostram que 49% dos entrevistados já experimentaram alguma droga ilícita pelo menos uma vez e 40% utilizaram dois ou mais tipos destas substâncias nos últimos 12 meses. Porém, apesar dos altos números, a possibilidade de dependência não é o único fator a ser analisado.

Segundo dados de 2008 da Undoc, agência da ONU para combate às drogas e ao crime, cerca de 5% da população mundial na faixa etária de 15 a 64 anos se qualifica como usuária de drogas ilícitas – sendo que, em 2007, o número ficou entre 172 e 250 milhões de consumidores.

Porém, a parcela dos considerados dependentes está abaixo de 0,6%, estimada na casa de 18 a 38 milhões de indivíduos. Em relação ao álcool, os números são mais elevados: dos 75% da população entre 12 e 65 anos que já fez uso da substância, 12,3% desenvolveram dependência.

Consumo X vício

Consumo não significa necessariamente vício, como o próprio levantamento Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas confirma, ao estabelecer em 22% a estimativa dos universitários em risco de se tornarem adeptos de álcool e 8% de maconha. No entanto, isto não significa passe livre para as drogas. A utilização de substâncias ilícitas, álcool e tabaco ainda na juventude apresenta riscos à saúde, principalmente se em excesso e por tempo prolongado.

“Quanto mais cedo se inicia o consumo de álcool ou outras drogas, maiores são os riscos de problemas futuros, tanto relacionados ao uso nocivo e dependência, como ligados ao aumento do risco de aparecimento precoce de outros transtornos mentais e doenças de diversos sistemas biológicos”, explica o psiquiatra do CAPSad – Centro de Apoio Centro de Atenção Psicossocial/Álcool e Drogas, Luís Pereira Justo.

Álcool

O estudo apontou maior incidência de consumo de álcool, tabaco e outras drogas entre os universitários que na população em geral. Dos jovens pesquisados, 36% beberam mais de cinco unidades alcoólicas, em um período de duas horas, nos últimos 12 meses e 25% nos últimos 30 dias. Padrão acima das recomendações que, se mantido por tempo prolongado, pode levar à cirrose ou danos pancreáticos, além de vários tipos de câncer.

“Todo o consumo de álcool implica certo risco. Mas, atualmente, as evidências indicam que o consumo de até duas doses por dia para homens e uma dose para mulheres é um padrão relativamente seguro. Ainda, este tipo de consumo pode ser benéfico para prevenir alguns problemas cardiovasculares, mas para as mulheres, é possível que o consumo mesmo de uma só dose [cerca de 13,5mg] por dia aumente o risco de câncer de mama”, afirma Justo.

(Gabriel Bonis/Especial para brpress)