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Cartaz da da campanha #DeixaAFavelaEstudar: pelo fim das operações escolares e tiroteios em horário escolar. ReproduçãoCartaz da da campanha #DeixaAFavelaEstudar: pelo fim das operações escolares e tiroteios em horário escolar. Reprodução

Violência encurta calendário escolar no Rio e origina campanha

(Rio de Janeiro, brpress) - #DeixaAFavelaEstudar tem apoio da Defensoria Pública do RJ, que pede liminar que proíba operações policiais próximas a escolas e creches; moradores monitoram tiroteios.

(Rio de Janeiro, brpress) – O calendário escolar das escolas públicas próximas às “zonas de conflito” do Rio de Janeiro vem sendo involuntária e obrigatoriamente encurtado pela violência ocasionada por operações policiais em comunidades, e consequente troca de tiros com traficantes. Por isso, a Defensoria Pública do RJ lançou, com a ajuda de ONGs e ativistas, a campanha Deixa a Favela Estudar

A Defensoria pede uma liminar que proibia operações policiais próximas a escolas e creches – prevendo uma série de medidas, além de indenização diária por dia de aula perdido devido a tiroteios – que, além de interromper as atividades do cotidiano, causam terror e trauma, quando não matam inocentes.

Bala perdida e monitoramento

A ativista Zoraide Gomes, conhecida como Cris dos Prazeres, por sua atividade pioneira no Morro dos Prazeres, entrevistada com exclusividade pela brpress, chegou a sugerir a inclusão do ’Dia do Tiroteio’ no calendário escolar – já que as crianças e jovens não vão à escola nestes dias em que há iminente risco de bala perdida e outros tipos de violência no caminho para e voltar da escola. 

Outra ativista, Camila Santos, do Complexo do Alemão, monitora as operações policiais no local com a ajuda das duas filhas, em idade escolar, que sofrem, como outros estudantes, a disrupção, o medo, os distúrbios e os danos que os tiroteios frequentes causam. “Queremos que o governo siga a recomendação da Defensoria e respeite o direito à educação”, diz Camila. 

“Hoje está sendo o primeiro dia de aula no Rio de Janeiro. Sabemos que a alegria com a volta às aulas nas favelas é afetada pelo medo de incursões policiais que colocam o direito de estudar em risco”, diz a campanha. “Nós, da Ouvidoria Geral da Defensoria Pública, estamos acompanhando essa situação junto a famílias de diversas favelas.”

Caso você presencie ou saiba de operações policiais que coloquem em risco a vida de estudantes e educadores a caminho das escolas, ou que impeçam a abertura de escolas e creches, por favor, comunique a Defensoria pelo telefone 0800 282 2279.

Assista ao vídeo da campanha