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Imagem da série Ex-Voto, de Alys Tomlinson, eleita Fotógrafa do Ano pelo Sony World Photography Awards 2018.Imagem da série Ex-Voto, de Alys Tomlinson, eleita Fotógrafa do Ano pelo Sony World Photography Awards 2018.

Ex-Voto, de Alys Tomlinson, ganha prêmio Sony de fotografia

(Londres, brpresss) - Trabalho da Fotógrafa do Ano do Sony World Photography Awards mostra manifestação religiosa muito comum no nordeste brasileiro.

(Londres, brpresss) – É curioso que o trabalho da vencedora do prêmio Fotógrafo do Ano do concurso de fotografia 2018 Sony World Photography Awards, a britânica Alys Tomlinson, seja sobre ex-votos – presentes dados pelos fiéis ao seu santo de devoção em consagração, renovação ou agradecimento, muito comum no nordeste brasileiro.

Mas Alys Tomlinson, que conversou com a brpress, em Londres, na abertura da exposição que reúne as fotos premiadas pelo 2018 Sony World Photography Awards, não esteve no Brasil. Fotografou peregrinos em Lourdes, na França, Ballyvourney, na Irlanda, e Grabarka, na Polônia, num projeto pessoal intitulado Ex-Voto. O prêmio são US$ 25 mil e Tomlinson foi escolhida entre 10 finalistas na categoria Profissional.

Os vencedores do segundo e terceiro lugares, bem como vencedores do Open Awards, Youth e Student Focus, receberão equipamentos digitais Sony, terão suas fotos publicadas no livro da premiação e exibidas na exposição 2018 Sony World Photography Awards, na Somerset House, em Londres. 

Em filme

O trabalho de Alys Tomlinson é em filme – e não digital –, preto e branco e realizado com câmeras para grandes formatos. “Quis fazer desta série uma reflexão meditativa, aproveitando-me do ritmo mais lento e tradicional que o filme impõe. Por isso, acho que o filme e grandes formatos  casam muito bem com este tema”, diz a fotógrafa londrina de 43 anos.

“Trabalhar com filme – que é um processo muito mais caro que o digital – te ensina a parar para escolher a melhor imagem ao invés de sair fazendo vários cliques”.  

“O processo de fazer estes retratos  em filme e câmeras analógicas que exigem luzes e outros acessórios, também traz maior proximidade com os retratados e um caráter ritualístico à fotografia – o que também penso ser perfeito para um trabalho sobre religião”, completa  Alys Tomlinson.

Além da manifestação da fé, ela também explora temas como identidade, pertencimento e meio ambiente. Tanto que a fotógrafa, recentemente, completou uma pós-graduação em Antropologia de Viagens, Turismo e Peregrinação. 

Supresa

Ao ganhar o prêmio, Tomlinson disse: “Estou muito surpresa por ter vencido, há tantas fotografias incríveis nesta competição. Este é um grande impulso, tanto pessoal como profissional. É um projeto em que eu investi tanto – e não apenas por achar que poderia ter algum retorno acerca dele. Então esse reconhecimento faz valer a pena.”

Entre os  integrantes do júri destaca-se Mike Trow, presidente da comissão julgadora da categoria Profissional,  curador da exposição e ex-diretor de imagem da revista Vogue. 

Outra mulher, a veterana fotógrafa alemã Candida Höfer ganhou o prêmio pela Contribuição Fora de Série na Fotografia (Outstanding Contribution to Photography).

Esta foi a 11a. edição da premiação, produzida pela World Photography Organisation, e teve cerca de 320 mil imagens de mais de 200 países inscritas, fazendo do World Photography Awards um dos maiores concursos de fotografia do mundo. 

(Colaborou Geraldo Cantarino, especial para brpress)

Leia sobre fotógrafos brasileiros no Sony World Photography Awards 2018.

#exvotos

Geraldo Cantarino

Geraldo Cantarino é jornalista, formado pela Universidade Federal Fluminense e com Mestrado em Documentário para Televisão pelo Goldsmiths College, Universidade de Londres. É autor de quatro livros publicados pela Mauad Editora.