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Uma das imagens que o artista brasileiro Silvio Severino expõe no Cork Photo Fest. Foto: Divulgação/CopyrightedUma das imagens que o artista brasileiro Silvio Severino expõe no Cork Photo Fest. Foto: Divulgação/Copyrighted

Olhar brasileiro sobre a Irlanda no Cork Book Festival

Cork, brpress) - Gaúcho Silvio Severino vai expor fotos no Cork Book Fest, que acontece a partir de 28/04, de carona no Dia Mundial do Livro, comemorado em 23/04. Ele conversou com Juliana Resende.

(Cork, brpress) – O artista brasileiro Silvio Severino – um dos artistas digitais para ficar de olho, segundo a revista Hunger, editada pelo fotógrafo Rankin, um dos fundadores da revista Dazed – vai expor fotos em Cork, segunda maior cidade irlandesa, onde vive. A exposição será no Cork Book Fest, o festival do livro de Cork, que acontece a partir de 28/04, de carona no Dia Mundial do Livro, comemorado em 23/04. Gaúcho de Porto Alegre e também conhecido pelo nome artístico de Loop Conspiracy, Severino está com outra exposição de fotos em cartaz no Cork Photo Festival, até 28/04.

“Será um evento dentro do festival do livro, em que artistas estrangeiros foram  convidados para mostrar sua visão e experiência de vida na cidade”, revela Severino. Ele se destaca com arte digital – seus GIFs receberam atenção de revistas importantes europeias. Com a fotografia, gosta de experimentar. “Busco sempre fazer algo diferente”, diz. Lake Balaton, o trabalho exposto no Cork Photo Festival, é em preto e branco, analógico e de longa exposição. Foi realizado na Hungria, onde Severino também morou. As fotos escolhidas para o Cork Book Fest são digitais, com uma linguagem mais contemporânea. 

“Será um evento dentro do festival do livro, em que artistas estrangeiros foram  convidados para mostrar sua visão e experiência de vida na cidade”, revela. Ele se destaca com arte digital – seus GIFs receberam atenção de revistas importantes europeias. Com a fotografia, gosta de experimentar. “Busco sempre fazer algo diferente”, diz. Lake Balaton, o trabalho exposto no Cork Photo Festival, é em preto e branco, analógico e de longa exposição. Foi realizado na Hungria, onde Severino também morou. As fotos escolhidas para o Cork Book Fest são coloridas e digitais, com uma linguagem mais contemporânea. 

Corpo estranho

“Em fotos de grande exposição (diafragma da câmera aberto de 20 a 30 segundos, em um dia ensolarado), você não sabe bem o que vai acontecer”, prevê. “Alguém pode entrar na cena e essa imprevisibilidade é algo que me fascina”. Severino gosta de mesclar gente e paisagens. No caso de Lake Balaton, essa mistura foi registrada num lago turístico, perto de Budapeste, num dia de verão. “O país tem uma relação forte com a água, desde o tempo dos romanos”, conta. “Por isso, os banhos lá também são famosos”.

“Assim como a dimensão das minhas fotos [são grande ampliações], Lake Balaton é um lago grande e bucólico, raso, onde húngaros e gente de outros países da extinta Cortina de Ferro (ex-bloco comunista da Europa Oriental) vão passar as férias”, explica Severino. A série que empresta o nome do local foi concebida em 2016, durante o Budapest Water Summit, como parte do evento Water Connects. Depois, foi exposta no Sziget Festival, em Budapeste, onde tirou terceiro lugar, no Paléo Festival, em Nyon, a 25 km de Genebra, na Suíça.

Aos 55 anos, quase 20 vividos na Europa, Silvio Severino conta que, em 1999, saiu do Brasil devido à “falta perspectiva na área artística”, tendo Londres como destino, animado com a efervescência cultural da cidade. Lá encontrou o cenário que esperava e, apesar das dificuldades, conheceu seu companheiro, com quem mudou-se para a Suíça e depois Irlanda. “O Brasil vivia uma crise como a que vive agora e eu resolvi arriscar, munido de alguma coragem e um passaporte italiano”, lembra.

(Juliana Resende/brpress)

Veja uma seleção prévia de fotos de Silvio Severino que estarão no Cork Book Fest 2018 no Facebook.

Juliana Resende

Jornalista, sócia e CCO da brpress, Juliana Resende assina conteúdos para veículos no Brasil e exterior, e atua como produtora. É autora do livro-reportagem Operação Rio – Relatos de Uma Guerra Brasileira e coprodutora do documentário Agora Eu Quero Gritar.