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B.B. King é tão querido que seu corpo teve de ser embalsamado para excursionar na despedida dos fãs. Foto: Erika Goldring/iloveoldschoolmusic.comB.B. King é tão querido que seu corpo teve de ser embalsamado para excursionar na despedida dos fãs. Foto: Erika Goldring/iloveoldschoolmusic.com

B.B. King: roteiro da despedida

(brpress) - Embalsamado, corpo do músico será enterrado só no dia 30. Coisa de quem não queria dar adeus. Tinha, inclusive, agenda para 2015.

(brpress) – B.B. King é uma lenda. E como tal terá um funeral com proporções de uma romaria. São várias as homenagens que estão previstas, nos quatro cantos do planeta, até o seu enterro no Mississippi, no sábado (30/05), no museu dedicado à sua vida em Indianola, cidadezinha onde ele cresceu e começou sua carreira.

    Espontaneidade, generosidade e doçura. São as qualidades pessoais que marcaram B.B. King, além de sua voz e guitarra incondundíveis. Ele é tão querido que seu corpo teve de ser embalsamado para excursionar na despedida dos fãs.

    O site oficial do músico anunciou que um velório aberto ao público será realizado nesta sexta-feira (22/05), em uma casa funerária de Las Vegas, onde ele morava e faleceu por falência mútipla dos órgãos, aos 89 anos, em 14/05. Uma de suas filhas, a cantora Claudette King, também informou sobre o velório e acrescentou que o ato será seguido por um serviço no dia seguinte, sábado (23/05).

    Na próxima quarta-feira (27/05), corpo seguirá para Memphis, no estado do Tennessee, onde uma procissão levará o corpo de King do aeroporto até Handy Park, segundo fontes oficiais. Fontes próximas dos empresários de King chegaram a informar que o corpo seria velado no Memphis Orpheum Theatre, onde houve a festa de 75 anos de B.B. King, com diversos artistas fazendo releituras de seus maiores sucessos.

    O rei do blues será enterrado, ao que tudo indica, em Indianola mesmo – homenageada em seu oitavo disco, Indianola Mississippi Seeds (1970). O  jornal local The Clarion-Ledger confirma que haverá uma cerimônia no museu de B.B. King, que foi inaugurado na cidade em 2008 para expor itens do virtuoso guitarrista, bem como o patrimônio cultural do Delta do Rio Mississippi, região Noroeste, onde nasceu o blues.

Fase final

   B.B. passou duas semanas internado antes de falecer e tomara que não tenha se dado conta da briga entre sua cuidadora e a família, que processou Laverne Toney, sob acusação de que ela estava tirando vantagens das finanças de B.B. e submetendo-o a maus tratos. 

    A Justiça americana absolveu Toney, alegando não ter encontrado evidências de que isso estava acontecendo. A família disse que perdeu a batalha, mas não a guerra.

Adeus?

    O músico era diabético e as coisas estavam ficando um tanto complicadas. Em 2006, quando ele havia anunciado a Farewell Tour (ou “turnê do adeus”), se desentendeu com o então empresário, o ex-contador Floyd Liberman, que havia assumido o lugar do ‘brother’ de B.B. Sid Sardenberg que, após quase 50 anos trabalhando com King – reinvetando-se e criando pontes que culminaram com a reoxigenação do blues quando B.B. gravou com o U2 – resolveu se aposentar.

    Apesar de sua relação de amizade com os empresários e assistentes, fontes próximas ao músico garantem que B.B. King tinha esse jeito de bonachão, mas sabia liderar muito bem e podia ser bastante genioso quando queria.

    Também é sabido que o mais duro golpe para B.B., nesta fase final, havia sido a morte, em 17 de maio de 2014, do assistente pessoal Norman, companheiro de estrada por mais de 50 anos, cúmplice e amigo.

Retorno

    O fato é que B.B. acabou decidindo não dar adeus coisa alguma e voltar a fazer shows. Tinha, inclusive, agenda para 2015. Em 2010, ele retornou ao Brasil e, claro, ao Bourbon Street Music Club.

    A última passagem de B.B. por aqui foi em outubro de 2012, quando ele já ficava a maior parte do tempo sentado, com a guitarra em punho no palco. Seu último show no Brasil foi no Bourbon.

    Há, na casa, fotos e outras peças também autografadas por B. B. King.  Foram sete turnês ao todo do músico no Bourbon.  Estradeiro por natureza, B.B. viajava de ônibus a Brasília, Curitiba e Rio. E descia para esticar as pernas nas paradas. Alguns vinham pedir autógrafos e ele atendia de maneira bem tranquila.

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