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Jornalistas silenciados a tiros

(Viena, brpress*) - Dois jornalistas brasileiros são assassinados no Paraná; International Press Institute coloca Brasil somente atrás da Síria em violência contra imprensa.

(Viena, brpress*) – A menos de uma semana do International Press Institute (IPI) divulgar um relatório sobre o aumento da violência contra os profissionais de comunicação em regiões afastadas dos grandes centros no Brasil, dois jornalistas são assassinados no Paraná. Onei de Moura, 41 anos, sócio do jornal Costa Oeste, na cidade de Santa Helena, e o radialista Divino Aparecido Carvalho, de 45 anos, da Rádio Cultura AM, de Foz do Iguaçu, onde era diretor-artístico e apresentava o programa de variedades matinal, Show da Cultura.

    Carvalho foi emboscado às 5h da manhã, quando chegava à rádio e levou um tiro que atravessou a mão e atingiu o tórax. O jornalista Onei de Moura foi atingido por três tiros disparados por um homem com quem ele teria se encontrado mais cedo, que passou de carro atirando.

    A violência contra a imprensa coloca o Brasil , de acordo com o Death Watch, índice do International Press Institute (IPI), atrás apenas dos conflitos na Síria em termos de assassinatos de jornalistas. 

Impunidade

  Em nota, o responsável por liberdade de imprensa do IPI, Anthony Mills, acentua que há “um padrão de violência contra a imprensa emergindo no Brasil”. Para ele, “enquanto jornalistas que trabalham nas maiores cidades do país desfrutam de um grau elevado de liberdade de imprensa, jornalistas críticos no interior do Brasil e regiões fronteiriças estão sendo silenciados com a impunidade – e em um ritmo cada vez mais alarmante”.

    Mills enfatiza que as autoridades brasileiras têm de investigar imediatamente as motivações destes e de outros assassinatos de jornalistas. Em 2011, foram cinco profissionais de imprensa mortos no país – o maior número aferido no Brasil desde que o IPI começou a publicar o Death Watch, em 1997.  Quatro deles atuavam fora dos grandes centros e eram conhecidos por suas posturas críticas.

Somente no primeiro semestre de 2012, mais dois jornalistas brasileiros foram assassinados: Mário Randolfo Marques Lopes, editor de jornal do interior do Rio de Janeiro, foi sequestrado e executado, juntamente com sua namorada, em fevereiro. No mesmo mês, o jornalista e publlisher de jornal Paulo Rocaro foi morto por tiros disparados por um homem de moto, no Mato Grosso do Sul, perto da fronteira com o Paraguai.

(*) Com informações da AFP e do International Press Institute.