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Mais avanços são necessários

(Londres, brpress) - Estatísticas mostram que, mesmo havendo mais mulheres do que homens no mundo, menos de 10% das posições de poder estão a cargo do sexo majoritário. Por Isaac Bigio.

Isaac Bigio*/Especial para brpress
 
(Londres, brpress) – Saúdo a todas as mulheres do planeta que comemoram o seu dia neste 8 de março. Nesta data, em 1908, morreram 147 operárias no incêndio da fábrica Cotton, de Nova York, e na Rússia, em 1917, os protestos protagonizados por muitas mulheres derrubaram o Czar e  conquistaram o sufrágio feminino.

O dia 8 de março deixou de ser uma festa inicialmente impulsionada pela Internacional Socialista para ser assumida pela ONU e ser comemorada com feriados em muitas nações. Mas apesar do avanço da democratização e da tecnologia, o sexo chamado erroneamente de “frágil” continua em plena desvantagem.

Nunca nos EUA, Rússia, China, Brasil, México, Indonésia, Turquia ou França, que estão entre as maiores repúblicas do mundo, houve uma presidenta. As Nações Unidas e tampouco uma minoria significativa de seus países-membros nunca foram dirigidos por mulheres. Somente neste 82a. edição do Oscar, uma mulher ganha, pela primeira vez na história da premiação, a estatueta de Melhor Direção.

    Há países nos quais as mulheres podem ser compradas, a poligamia é legal, o aborto e o lesbianismo são ilegais, e uma mulher pode não ter sequer o direito de escolher seu companheiro. Mesmo nas sociedades mais avançadas, os salários e as condições de trabalho das mulheres são significativamente piores que os dos homens. As estatísticas mostram que, mesmo havendo mais mulheres do que homens no mundo, menos de 10% das posições de poder estão a cargo do sexo majoritário.

Isaac Bigio

Isaac Bigio vive em Londres e é pós-graduado em História e Política Econômica, Ensino Político e Administração Pública na América Latina pela London School of Economics . Tradução de Angélica Campos/brpress.