Acesse nosso conteúdo

Populate the side area with widgets, images, and more. Easily add social icons linking to your social media pages and make sure that they are always just one click away.

@2016 brpress, Todos os direitos reservados.

Mulheres no poder

(Londres, brpress) - Dilma Roussef será primeira presidenta eleita na Terra, com mais de 50 milhões de votos. Mas a primeira mulher alçada ao posto de chefe de governo no mundo em desenvolvimento é Kamla Persad Bissessar. Por Isaac Bigio.

Isaac Bigio*/Especial para brpress

(Londres, brpress) – No dia 1o. de janeiro de 2011, a brasileira Dilma Roussef se converterá na primeira presidenta eleita na Terra, com mais de 50 milhões de votos. Hoje, no entanto, a primeira mulher a ter alcançado o posto de primeira mulher a ser chefe de governo no mundo em desenvolvimento é Kamla Persad Bissessar.

    Seu cargo é de primeira ministra, mas em muitas democracias parlamentares esse posto é mais executivo que o de chefe de Estado. Além disso, ela, após ter sido eleita em sua república, foi a primeira mulher presidente em exercício da Commonwealth britânica, a maior comunidade de nações da história, que integra 1/3 da humanidade.

    ‘Femmecracia’

    Por isso e por seu nome e sobrenome, poder-se-ia pensar que ela provem do subcontinente indiano. Esta é a única região do mundo onde todas as suas repúblicas (Ceilão, Sri Lanka, Índia, Paquistão e Bangladesh) já foram governadas por mulheres.

    As primeiras duas primeiras-ministras eleitas no planeta provêm desta região. Ceilão/Sri Lanka teve Sirimavo Bandaranaike como presidenta em 1960-65, 1970-77 e 1994-2000, e a Índia teve Indira Ghandi em 1966-77 e 1980-84. O Paquistão foi governado por Benazir Bhutto em 1988-90 e 1993-96.

    Bangladesh é a república que tem a mais alta porcentagem de governantes mulheres em sua história. Esta nação, que se criou em 1971, foi governada durante a maior parte de suas últimas duas décadas por primeiras ministras: Khaleda Zhia (de 1991 a 1996 e de 2001 a 2006) e por Hasina  Wazed (de 1996 a 2001 e de 2009 até hoje).

    Índia britânica

    No entanto, Kamla Persad Bissessar não provem dali. Tampouco provem das Índias Orientais, onde houve outras governantes eleitas em outras repúblicas que se aproximam ou superam os 100 milhões de habitantes (como Filipinas e Indonésia).

    Os antecedentes de Kamla vieram da antiga Índia britânica, mas ela nasceu em um dos poucos países do Ocidente que foram repovoados por imigrantes originários daquele subcontinente.
   
    Trinidad e Tobago

A república de Kamla é a menor da América do Sul: Trinidad e Tobago. Esta constatação pode surpreender a muitos, porque Trinidad não tem nenhuma língua oficial latina nem pertence à União Sul-Americana (UNASUR). No entanto, a fronteira deste país com a Venezuela se encontra separada por poucos quilômetros de mar.

    Trinidad (assim batizada por Colombo) e sua capital, Porto Espanha, mostram que este é um dos poucos países americanos em que tanto o nome do país quanto o de sua capital são hispânicos (característica que não possuem nem o Peru, nem o Chile, nem o México etc.).

    Trinidad chegou a fazer parte da Capitania Geral da Venezuela e, em 1802, foi capturada pelos britânicos que, em diferentes momentos, tomaram dos hispânicos outras possessões no Atlântico (desde Belize e a costa caribenha da Nicarágua até as Malvinas).

    O partido de Kamla, assim como o do guianense Bharat Jagdeo (que preside a UNASUR), têm em comum uma fonte ideológica social-democrata e uma base étnica composta por descendentes de imigrantes da Índia.

(*) Analista de política internacional, Isaac Bigio lecionou na London School of Economics e assina coluna no jornal peruano Diario Correo. Fale com ele pelo e-mail [email protected] Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo Blog do Leitor. Tradução: Angélica Resende/brpress.

Isaac Bigio

Isaac Bigio vive em Londres e é pós-graduado em História e Política Econômica, Ensino Político e Administração Pública na América Latina pela London School of Economics . Tradução de Angélica Campos/brpress.