Acesse nosso conteúdo

Populate the side area with widgets, images, and more. Easily add social icons linking to your social media pages and make sure that they are always just one click away.

@2016 brpress, Todos os direitos reservados.

Maurício Pereira: "Precisamos resgatar as marchinhas carnavalescas com a nossa cara".Leandro Cagiano/DivulgaçãoMaurício Pereira: “Precisamos resgatar as marchinhas carnavalescas com a nossa cara”.Leandro Cagiano/Divulgação

Carnaval turbilhão do Pereira

(São Paulo, brpress) - Em um verdadeiro resgate, tanto das saudosas marchinhas quanto dos grandes bailes, o ex-Os Mulheres Negras detalha seu novo projeto a Felipe Kopanski.

(São Paulo, brpress) – Com a intenção de reviver o período áureo dos grandes carnavais de bailes e, principalmente, resgatar todo prestígio, classe e deboche das popularescas marchinhas, o cantor e compositor paulistano Maurício Pereira, ex-Os Mulheres Negras, agita a capital paulista com o show de lançamento do álbum Carnaval Turbilhão. O show-baile ocorre nesta quinta-feira (04/02), às 21h, no Sesc Pompéia.
    Ao lado dos músicos e amigos do grupo Turbilhão de Ritmos, seu projeto mais temático, Pereira, em versão de “caráter paulistano”, rememora as clássicas marchas de Carnaval. Apesar de trabalhar com marchinhas desde 2000, só agora o músico conseguiu legitimar o CD Carnaval Turbilhão, elaborado pela gravadora Lua Music.

Clássicas

    Entre as 22 músicas do novo disco, destacam-se Aurora (Mário Lago e Roberto Roberti), Alá-lá-ô (Haroldo Lobo e Nássara), A.E.I.O.U (Noel Rosa e Lamartine Babo), Chiquita Bacana e Touradas em Madri (Braguinha e Alberto Ribeiro), Máscara Negra (Zé Keti e Pereira Mattos), Mamãe Eu Quero (Jararaca e Vicente Paiva), Cabeleira do Zezé (João Roberto Kelly e Roberto Faissal), entre outras.

    “São músicas simples, populares e, principalmente, refinadas. São obras de grandes compositores da nossa música nacional, que habitualmente não são lembrados por isso”, observa Pereira. “Apesar das marchinhas serem tradicionais do Rio de Janeiro, onde ganharam destaque na Rádio Nacional, apresento uma versão paulistana para as músicas. Ou seja, mais pesada e com menos samba”, avisa.
    Carnaval particular

    Segundo o cantor e compositor, a intenção do projeto é resgatar o clima e a sonoridade do esquecido carnaval de baile, que agitavam os clubes no interior de São Paulo nos anos 70. “Queremos resgatar as músicas que fizeram partes da nossa infância, do nosso próprio Carnaval. Era freqüentador dos grandes bailes do interior, que apresentavam verdadeiras orquestras. Estamos retomando, com prazer, o Carnaval de baile”, completa.

Na pressão

    Amparado pela sonoridade e irreverência do Turbilhão de Ritmos, Pereira explica o caráter paulistano de suas marchinhas carnavalescas, que se distancia dos instrumentos de metais para se aproximar de duas marcantes guitarras. “São marchinhas, mas com pressão. Como paulistanos, fizemos versões pesadas e próximas ao rock mesmo”, explica.

     Diferentemente das outras cidades do país, São Paulo não tem uma tradição de Carnaval de rua. Além disso, os bailes de clube não estão mais evidentes como  antigamente. “Precisamos disso. Em outros lugares (Recife e Rio de Janeiro) ainda existe essa tradição. Porém, com toda essa mistura de hoje, precisamos realmente resgatar as marchinhas carnavalescas com a nossa cara”, exorta.

    Com a mesma irreverência do cultuado grupo Os Mulheres Negras, o duo formado com André Abujamra nos anos 80,  Pereira segue sua trajetória na cena musical brasileira – seja em carreira solo, onde canta suas próprias músicas, ou com o Turbilhão de Ritmos, formado por: Carneiro Sândalo (bateria), Reinaldo Chulapa (baixo), Luiz Waack (guitarra baiana), Daniel Szafran (voz e teclados), Tonho Penhasco (guitarra) e Amilcar Rodrigues (trompete).

    “É um show para extravasar”, avisa Pereira.

Ingressos: De R$ 4, 00 a R$ 16,00.

(Felipe Kopanski/Especial para brpress)

Sesc Pompéia – Rua Clélia, 93. (11) 3871- 7700; www.sescsp.org.br

Comentários

Publicar Comentário