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Elton John emplaca CD no primeiro posto da parada britânica após 22 longos anos. DivulgaçãoElton John emplaca CD no primeiro posto da parada britânica após 22 longos anos. Divulgação

Elton John e Pnau lançam melhor CD de 2012

(brpress) - Mas há uma grande diferença entre o trabalho que conseguiu tal façanha anteriormente, Sleeping With The Past, comparado ao atual, Good Morning To The Night. Por Fabian Chacur.

(brpress) – Elton John voltou a emplacar um álbum no primeiro posto da parada britânica após 22 longos anos. Mas há uma grande diferença entre o trabalho que conseguiu tal façanha anteriormente, Sleeping With The Past, comparado ao atual, Good Morning To The Night, que na verdade é creditado a Elton John VS Pnau e saiu em agosto de 2012 no Brasil via Universal Music.

Sleeping With The Past é um CD irregular e que tinha como destaque a xaroposa balada Sacrifice, grande sucesso comercial mas bem longe de ser uma das melhores músicas desse verdadeiro gênio da música pop.

Por sua vez, Good Morning To The Night trata-se não só de um álbum excepcional, como também marca uma colaboração entre ele e o duo australiano Pnau, do qual você, leitor, provavelmente nunca ouviu falar. Pois vamos lá. Criado em Sidney, Austrália, e integrado por Nick Littlemore (vocal e produção) e Peter Mayes (guitarra e produção), a dupla lançou seu primeiro álbum, Sambanova, em 1999.

Desde o início, o duo se destacou pelo fato de construir suas músicas baseando em trechos de obras alheias. Em 2007, seu álbum intitulado Pnau recebeu grandes elogios por parte de Elton John, que não só fez muita propaganda gratuita da banda como começou a planejar um projeto em parceria com eles.

Littlemore e Mayes, que têm também outro projeto paralelo, o Empire Of The Sun (que já lançou dois álbuns), tiveram acesso a todas as fitas masters das gravações originais das músicas do autor de Candle In The Wind, com a liberdade de fazer o que quisessem. E o resultado não poderia ter sido melhor.

Os músicos mergulharam especialmente na discografia do cantor, compositor e tecladista britânico gravada durante os anos 70, sem dúvidas o seu período áureo, e de lá extraíram o material que gerou oito novas obras.

Cada nova canção é oriunda de trechos de diversas outras. Tipo quatro compassos de uma, o riff instrumental de outra, a passagem instrumental em outra rotação de mais outra e assim por diante. Para juntar tudo, criaram algumas partes instrumentais e vocais adicionais (tudo bem, rimou, mas vai ficar assim mesmo!).

Já sei o que você deve estar pensando. “Isso deve ter gerado um verdadeiro ‘rock do australiano doido’, um ‘frankenstein pop mais apavorante do que o monstro criado pela escritora Mary Shelley”.

No entanto, o resultado saiu absolutamente fantástico. Os australianos demonstraram um talento de verdadeiros ourives, valendo-se de trechos de canções já maravilhosas na origem com sensibilidade e bom senso, mostrando que nenhum método de trabalho na arte pode ser rejeitado de antemão.

Para quem, como eu, conhece bem o repertório de Elton John, foi extremamente divertido ouvir cada música e reconhecer de onde vinha cada um de seus trechos. Aliás, foi uma vírgula, continua sendo, pois cada nova audição permite descobrir mais elementos escondidos aqui e ali, várias vezes encaixados de forma totalmente inesperada.

No caso de quem não tem esse conhecimento, a coisa é provavelmente ainda melhor, pois as faixas fluem de forma deliciosa, soando como se fossem mesmo canções feitas originalmente no formato habitual.

O álbum é bem diversificado e bom de se ouvir, com direito a canções bem balançadas como Good Morning To The Night, Sad e Phoenix (a minha favorita), a quase reggae Black Icy Stare, a balada atmosférica Foreign Fields, a baladona soul Telegraph To The Afterlife, o rock soul a la sixties Karmatron e a instrumental sinfônica Sixty.

Sim, espertinho, você percebeu que eu citei as oito faixas do álbum, pois esse trabalho é bom como um todo. E o bacana é que Littlemore e Mayes não se limitaram a usar trechos de grandes hits. Pelo contrário. Eles resgataram diversas pérolas preciosas que apenas quem curte Elton de forma mais detalhista conhece.

Good Morning To The Sky é a prova material de que é possível ser inventivo e criar material com forte apelo comercial ao mesmo tempo. Para mim, um dos melhores álbuns lançados em 2012, se não for o melhor.

Conheça as músicas de Elton John que tiveram elementos utilizados pelo Pnau em cada faixa de Good Morning To The Night:

– Good Morning To The Night: Philadelphia Freedom, Mona Lisa And Mad Hatters, Funeral For a Friend, Tonight, Gulliver/It’s Hay Chewed, Sixty Years On (Live in Australia), Goodbye Yellow Brick Road e Someone Save My Life Tonight.

– Sad: Nice And Slow, Crazy Water, Curtains, Sorry Seems To Be The Hardest Word e Friends.

– Black Icy Stare: Cold Highway, You’re So Static, Solar Prestige a Gammon.

– Foreign Fields: Pink, Someone Saved My Life Tonight, High Flying Bird, Sweet Painted Lady, Cage The Songbird e Chameleon.

– Telegraph To The Afterlife: Harmony, We All Fall In Love Sometimes, Funeral For a Friend, Sweet Painted Lady, I’ve Seen That Movie Too, Love Song e Indian Sunset.

– Phoenix: Grey Seal, Are You Ready For Love, Benny And The Jets, Someone Saved My Life Tonight, Where To Flow St Peter?, Love Lies Bleeding, Border Song, Country Love Song e Three Way Love Affair.

– Karmatron: Madman Across The Water, Funeral For a Friend, The Ballad Of Danny Bailey (1909-1934), Tonight, One Horse Town e Screw You.

– Sixty: Sixty Years On, Sixty Years On (Live In Australia), Sixty Years On (Live 17.11.70) e Indian Sunset.

(Fabian Chacur/Especial para brpress)

Assista ao clipe de Sad, com Elton John VS Pnau:

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