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Fábio Elias fez história como vocalista da RelespúblicaFábio Elias fez história como vocalista da Relespública

Entre Tião Carreiro e Muddy Waters

(Curitiba, R Press) - Fabio Elias construiu sua imagem artística como roqueiro e líder da banda Relespública, mas resolveu virar cantor sertanejo. Por Adriane Perin.

(Curitiba, brpress) – O curitibano Fabio Elias construiu sua imagem artística como um roqueiro na pele do vocalista, compositor e guitarrista da banda Relespública, que tem uma história legal no circuito do rock independente brasileiro, com 20 anos e 4 discos lançados – um pela Universal e um em parceria com a MTV.  Este ano, ele pegou os fãs de surpresa ao anunciar as férias da Relespública e sua carreira solo como cantor sertanejo.

    Entre os que não admitem mudança tão radical e os que consideram corajosa a decisão, o músico segue em frente, sossegado. Logo no início da conversa exclusiva com a brpress, ele conta que é o mais novo endorser dos violões Takamine no Brasil. E que seu disco solo, Me Dê Um Pedaço Teu, gravado no Estúdio BR100, com produção de Plauto César, teve 25 mil acessos no Myspace em um mês.

    Fábio deixa claro que sua decisão de ser cantor de sertanejo romântico não tem volta e trata a situação da Relespública como férias sem data para acabar.  Com contatos engatilhados para apresentações no Mato Grosso e interior de Minas Gerais, ele vai usar a mesma estratégia de roqueiro independente: internet e fazer shows. Não pensa em gravadora  nesse começo, prefere deixar que o trabalho amadureça.

Revolta do rock

    Três meses depois de estar vivendo em São Paulo, em setembro passado, Fabio mostrou algumas músicas suas que não cabiam no repertório da banda para o produtor Plauto César, que trabalhou com Leonardo. O produtor foi bem claro: as músicas eram boas e ele mesmo deveria gravá-las.

    “Sempre curti poder variar como compositor e quero ampliar meu público. Minha vida pessoal também pesou nessa minha redescoberta musical. Encontrei o amor e me sinto bem com ele”, diz. “Depois dos 30 você fica mais romântico, quer cantar as coisas do coração. É diferente da revolta do rock, que pra mim estava perdendo o sentido”, completa.

Universitário?

    No rock, Fábio se aliou à ala mais tradicional. E no sertanejo, vai ser mais um a achar seu espaço dentro do chamado “universitário”, circuito construído em torno do público das instituições de ensino? “A música sertaneja saiu da roça mas não é mais só cantores de raiz, ficou mais urbana. E com toda essa gente que veio do interior para estudar, acabou se criando um circuito. As baladas universitárias sempre foram corriqueiras na cidade, e todo mundo sabe que são festas boas. Agora, mais do que nunca, o sertanejo veio pra ficar. As pessoas da cidade perderam a vergonha de dizer que curtem sertanejo”, aposta. 

    Elias manda avisar: “Estou muito feliz. Se é sertanejo universitário ou não, não ligo. Podem chamar do que for, mas me chamem pra cantar”, finaliza, bem ao seu estilo brincalhão.  E emenda a última palavra. “Imagine que o Tião Carreiro e o Muddy Waters se encontraram pra fazer um som e surgiu Fábio Elias”.

Mais informações em  www.fabioeliasx.com.br .

(Adriane Perin/Especial para brpress)