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Childish GambinoChildish Gambino

Um Grammy histórico para negros e mulheres

(brpress) - Lady Gaga cobiça Música do Ano, que vai para a politizada This Is America, de Childish Gambino – primeiro rap premiado com a principal categoria; Dua Lipa se 'eleva' no feminismo.

(brpress) – Lady Gaga, é claro, causou no Grammy 2019. Não apenas com uma performance heavy metal para uma música nem tanto – Shallow, pela qual ganhou o prêmio Melhor Performance Pop em Dupla – mas por levar mais duas estatuetas: Melhor Performance Pop Solo por Joanne e Melhor Canção para Mídia Visual. A cantora esperava mesmo era o Grammy de Música do Ano, mas este a Academia Nacional de Artes e Ciências de Gravação deu para This Is America, de Childish Gambino – ou Donald Glover, o verdadeiro nome do cantor –, querendo fazer (e fazendo) história. 

Racismo? 

A politizada This Is America, cuja letra discute violência e racismo, é o primeiro rap agraciado com o prêmio não só porque a música é ótima, mas porque o Grammy esnobou excelentes artistas negros, como Jay Z, e tem sido acusado de racismo – tanto que Glover não apareceu para buscar o prêmio em protesto. 

Machismo?

O machismo da premiação também foi objeto do discurso de Dua Lipa, que levou dois prêmios: Artista Revelação e Melhor Gravação Dance, por Electricity, sua colaboração com Silk City, projeto de Mark Ronson (produtor de Amy Winehouse) e Diplo. 

“Quero começar dizendo o quão honrada eu estou por ser indicada ao lado de tantas artistas femininas incríveis. Eu acho que neste ano nós realmente nos elevamos”, ironizou a cantora britânica, numa  referência à declaração do presidente da Academia, responsável pelo Grammy Awards, Neil Portnow. Ele respondeu sobre as acusações de machismo em suas escolhas para a premiação com um comunicado onde dizia para as mulheres da música “elevarem” seus trabalhos para conseguir o devido reconhecimento.

Quincy Jones: show em Londres

O maestro e produtor Quincy Jones abocanhou mais um Grammy para sua coleção, com a premiação do filme Quincy, sobre a trajetória do lendário músico, na categoria de Melhor Vídeo Musical Longo. É o 38o. Grammy de Quincy Jones (ele é o campeão da premiação), que anunciou um show único em Londres, dia 23 de junho, na O2 Arena. Será também um show histórico, em que vai apresentar três álbuns de Michael Jackson na íntegra: Thriller, Off the Wall e Bad – todos com produção sua. Jones vai exibir bastidores do filme, conversar com a sortuda plateia e será acompanhado por orquestra sinfônica. 

“Estou felicíssimo de celebrar meu 85o. aniversário tocando estes três álbuns fabulosos ao vivo”, diz Jones ao New Musical Express. “Será um sonho realizado”. Ao El País, o veterano da indústria fonográfica afirmou que “as mulheres e os negros têm tido de aguentar muito”. Sabido, o Sr. Jones. O entrevistador logo percebe isso e comenta: “Parece que você sabe muitas coisas…”. E ele responde: “Coisas demais, cara.”

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Veja o vídeo de This Is America, de Childish Gambino: