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O Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro realizou pelo quinto ano consecutivo, a Marcha das Mulheres Negras, na orla de Copacabana, zona sul da capital.Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

Pandemia trouxe aumento de feminicídio no Brasil

Assassinatos por conta de gênero cresceram mais de 20% em 12 estados do país

(brpress) – Fato: a pandemia trouxe aumento de feminicídio no Brasil. É o que mostra relatório realizado pelo Fórum de Segurança Pública. Pior: a violência contra a mulher no país vem aumentando desde antes da COVID-19. Doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, segundo levantamento do G1 considerando dados oficiais dos estados relativos a 2017.  

A COVID-19 já causou mais de 1 milhão mortes em todo o mundo desde que a Organização Mundial da Saúde identificou a doença, na China em dezembro de 2019. Nesse número não entram os efeitos colaterais da pandemia: o aumento drástico de casos de feminicídio e violência doméstica.

No relatório realizado pelo Fórum de Segurança Pública em junho de 2020, é possível ver que o número de mulheres assassinadas por conta do gênero cresceu 22,2% em 12 estados do Brasil, entre os meses de março e abril. Essa estatística caiu apenas em três estados brasileiros: Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Confinamento

Por conta do isolamento social, mais mulheres ficaram confinadas com seus agressores, portanto mais vulneráveis. De acordo com dados divulgados pelas próprias secretarias de segurança dos estados, houve diminuição de boletins de ocorrência, mostrando a dificuldade e o medo dessas mulheres de denunciarem os abusos.

O documentário Agora Eu Quero Gritar (Right Now I Want to Scream, Brasil/Reino Unido, 2020) mostra essa vulnerabilidade – de mães que sofreram e sofrem em consequência da violência de estado, tendo de enfrentar o luto e a luta pela morte de seus filhos pelas forças de segurança.  

(Maria Carolina Soares, especial para brpress/Agora Eu Quero Gritar)

Foto: Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil

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