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Julgamento de cinco policiais envolvidos na chacina de Nova Brasília, Rio, em 1994. Foto: Mare de Notícias Online

Policiais acusados de chacina em favela do Rio são absolvidos

Após 16 horas de julgamento, Ministério Público alegou falta de provas, apesar de marcas de execução nos corpos em Nova Brasília, e júri acatou.

(Rio de Janeiro, brpress) – A absolvição dos cinco policiais, quatro civis e um militar, envolvidos na execução de 13 pessoas na favela de Nova Brasília, Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, durante uma operação policial em 1994, deixou “frustrada” Beatriz Galli, diretora do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) – uma das ONGs ouvidas para o documentário Agora Eu Quero Gritar (Riga No I Want to Scream, Brasil/Reino Unido, 2020). O CEJIL considera o resultado “previsível” e frisa que “o Brasil segue descumprindo de forma sistemática a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)”.

Galli se refere à reabertura do inquérito, por ordem da CIDH, após passar por mais 60 delegados e promotores, sem resolução, na justiça brasileira – a mesma que aponta a incongruência dos corpos no chão com marcas de execução, levando à absolvição dos policiais por falta de provas. 

Abuso sexual

Sete testemunhas foram ouvidas: cinco de defesa dos réus e duas de acusação – mulheres que afirmaram terem sido vítimas de abuso sexual durante a ação policial – tema de outro processo específico, ainda sem data de julgamento. Como elas não presenciaram a chacina, embora possam ter sido atacadas pelos mesmos policiais, não puderam testemunhar em relação aos assassinatos”, explica Galli.

“O problema da impunidade decorre da falta de investigação e perícia conduzidas por órgão independente da própria polícia  e com controle externo por parte do Ministério Público”, avalia a diretora do CEJIL. “A falta de diligência nessa etapa crucial contamina todo o processo judicial.”

#brpresscon teudo #CEJIL #NovaBrasilia #violenciapolicial #direitoshumanos #favelas

CONTEÚDO PRODUZIDO ESPECIALMENTE PARA O CANAL DO FILME ‘AGORA EU QUERO GRITAR’.

Thais Detoni, advogada do CEJIL até maio de 2021, fala sobre o caso Nova Brasília para o documentário @agora_eu_quero_gritar (Right Now I Want to Scream, Brasil/Reino Unido, 2020):