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Marcelo Calero solicitou acesso à integra do vídeo ao ministro do STF. Foto: Ana Nascimento/MinCMarcelo Calero solicitou acesso à integra do vídeo ao ministro do STF. Foto: Ana Nascimento/MinC

Marcelo Calero quer vídeo de reunião público e na íntegra

(Rio de Janeiro, brpress) - Ex da Cultura de Temer e deputado federal entrou com pedido no STF e questiona o que Heleno define como “impatriótico”: “Patriotismo agora é defender determinado governo e político?”

(Rio de Janeiro, brpress) – O ex-ministro da Cultura de Temer e deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) pede na justiça acesso público do vídeo da reunião de Bolsonaro e Sergio Moro, que teria sido o estopim da demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública. O prazo da petição termina nesta quinta-feira (14/05). 

Em entrevista à rádio Eldorado, do grupo Estado, o deputado definiu como “curioso”o fato do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), dizer que a divulgação do vídeo na íntegra é ‘ato impatriótico”.  

“Patriotismo agora é defender determinado governo e político?”, questiona. “O nazifascismo confundia interesses dos líderes com os da democracia – o que é uma grande distorção”.

Conteúdo explosivo?

A reunião ocorreu no dia 22 de abril, dois dias antes da demissão de Moro e do então diretor geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Em depoimento à PF, o ex-ministro afirmou que Bolsonaro tentava interferir em investigações da corporação e que o presidente o havia ameaçado, no dito encontro, caso não aceitasse a troca no comando do órgão.

Bolsonaro diz que “vão cair do cavalo”, porque não há nada que o desabone no conteúdo do vídeo. 

Afastamento de Bolsonaro

Marcelo Calero solicitou acesso à integra do vídeo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, e o afastamento cautelar de Jair Bolsonaro da Presidência da República, com a justificativa de que a investigação em curso pode ser prejudicada com a manutenção do presidente no exercício de suas funções.

“Nosso objetivo é eliminar quaisquer possibilidades de interferências políticas no processo de investigação que corre no STF contra o presidente Bolsonaro”, disse o deputado, em nota.. 

“É nesse sentido que entendemos essencial agora que Bolsonaro seja temporariamente afastado da presidência da República. Queremos manifestação do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, a esse respeito”.

Caso Geddel 

Calero deixou o cargo de ministro da Cultura no governo Michel Temer seis meses depois após denunciar pressão do então ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil, Geddel Vieira Lima, para que decisões atendessem seus interesses pessoais. 

Geddel teria pressionado para Calero aprovar uma licença do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a construção de um empreendimento imobiliário em Salvador, onde teria comprado imóvel.

O ex-ministro Geddel foi preso após investigações chegarem ao apartamento dos Vieira Lima com R$ 51 milhões em espécie, em Salvador.

De novo o Iphan

É justamente no Iphan que Calero denuncia outra irregularidade: a nomeação de 

Larissa Peixoto, como presidente do órgão – vinculado à Secretaria Especial de Cultura, comandada por Regina Duarte, que é subordinada ao Ministério do Turismo. 

Trata-se de uma importante instituição dotada de um orçamento questionável porém de grande responsabilidade e importante papel na preservação. “Ela não tem nenhuma qualificação específica, nenhuma familiaridade com os assuntos relacionados ao patrimônio histórico e artístico. É inacreditável que essa nomeação tenha acontecido”, diz Calero. 

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, nomeou para o cargo Larissa Rodrigues Peixoto Dutra, formada em turismo e hotelaria pelo Centro Universitário do Triângulo (MG), em 2008, e agente administrativa do ministério. 

Larissa substituirá a historiadora Kátia Bogéa, que deixou o cargo há sete meses – nesse período, a presidência da autarquia federal teve à frente o arquiteto Robson Antônio Almeida, diretor de projetos especiais, incluindo o extinto Monumenta.

Regina Duarte

Sobre a gestão de Regina Duarte à frente da Secretaria Nacional de Cultura: “Não houve gestão até agora”.  Ela aderiu ao figurino bolsonarista da pior forma possível. ” – que o diga aquele look de bolinhas que a atriz usou como “par-de-vaso” da colega Damares Alves.