Acesse nosso conteúdo

Populate the side area with widgets, images, and more. Easily add social icons linking to your social media pages and make sure that they are always just one click away.

@2016 brpress, Todos os direitos reservados.

Michelle O’Donnell KeatingMichelle O’Donnell Keating

Women For Election coloca mulheres lá

(São Paulo, brpress) - Michelle O’Donnell Keating, presidente e fundadora do Women For Election, fala sobre como organização fomenta participação feminina em eleições.

(São Paulo, brpress) – Elegemos duas vezes a primeira mulher presidente do Brasil. Mas, segundo dados compilados pela Inter-Parliamentary Union – associação dos poderes legislativos de todo o mundo –, no Brasil, pouco mais de 10% dos deputados federais brasileiros são mulheres. Ocupamos o 154º lugar entre os 193 países do ranking que elenca a participação de mulheres na política, elaborado pela associação, à frente apenas de alguns países do Oriente Médio e das Ilhas Polinésias.  

Nos primeiros lugares, destacam-se sociedades infinitamente mais igualitárias entre os sexos: países nórdicos (Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca), seguidos por países que implementaram cotas para mulheres nas cadeiras no Parlamento – entre eles, a Irlanda, que está em 81o. lugar. “É óbvio que ainda temos muito trabalho a fazer”, diz Michelle O’Donnell Keating, presidente e fundadora do Women For Election, organização irlandesa que luta por mais participação das mulheres na política.

Keating foi uma das palestrantes do evento gratuito POW3R – Mulheres na Tecnologia, Negócios e Política, promovido pelo Consulado da Irlanda e pela Assessoria Especial para Assuntos Internacionais (AEAI) do governo paulista, nesta terça (12/12), das 14h30 às 19h, no MIS. 

“Somos 22% de mulheres no Parlamento irlandês (chamado Dáil) hoje em comparação a 15% em 2011”, compara. “Os números não deixam dúvidas que as cotas, introduzidas na Irlanda em 2016 obrigando os partidos a terem no mínimo 30% de candidatos femininos [caso contrário perdem 50% das verbas do fundo eleitoral], ajudam. Mas estão longe de ser um mecanismo suficiente”. 

Outros encorajamentos  

Para garantir a participação de mulheres na política, é preciso também de apoios adicionais, como programas de treinamento e redes políticas de mulheres. É aí que o Women for Election tem um papel importante. “Como uma organização sem fins lucrativos e não partidária, queremos ver mais mulheres na política e queremos criar a oportunidade de ajudá-las a se preparar para concorrer”.

O Women for Election lançou uma campanha de crowdfunding para arrecadar €50 mil. Os fundos subsidiarão treinamento de 300 mulheres para se candidatarem. A campanha também visa incentivar mais mulheres na política. “Treinamos mais de mil mulheres desde a nossa fundação, em 2012”, contabiliza Michelle Keating. Das 194 mulheres que obtiveram assentos nas eleições irlandesas locais em 2014, 50% foram treinadas pelo Women for Election, enquanto na eleição geral de 2016, 40% das parlamentares eleitas passaram pelo programa.

Escola política 

Ministrados por uma variedade de especialistas, os programas abrangem todos os aspectos das campanhas políticas, incluindo a construção de equipes para campanha comprometidas, planejamento e administração eficazes, captação de recursos e orçamentos, desenvolvimento de mensagens e metas, habilidades de apresentação e gerenciamento de mídia.

Pretendemos inspirar as mulheres a considerar uma carreira na política, a equipá-las com as ferramentas e técnicas para se eleger e para informá-las sobre os benefícios de se tornarem politicamente ativas”, diz Michelle. “Também estamos exortando as pessoas a encorajar suas amigas, colegas e familiares com qualidades que eles acreditam fazer a diferença na política a se candidatar. E para lembrá-las de que, se não concorrem, não podem vencer.” 

Leia mais sobre Pow3r aqui e aqui

(Juliana Resende/brpress)

#brpressconteudo #mulheresnaciencia #mulheresnatecnologia #mulheresnaciência #mulheresnapolitica #irlanda #pow3r