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Elizabeth II: 60 anos

(Londres, brpress) - Rainha britânica celebra o 60o. aniversário de sua chegada ao trono. E ela é a mulher mais poderosa do planeta. Por Isaac Bigio.

Isaac Bigio*/Especial para brpress

(Londres, brpress) – A rainha britânica celebra o 60o. aniversário de sua chegada ao trono em 2012. É o Jubileu de Diamante da rainha Elizabeth II. As celebrações acontecem de 02 a 05 de junho, antes das Olimpíadas de Londres. Desde que, em 1066, a invasão francesa impôs Guilherme, o Conquistador, como soberano, Elizabeth II é a 40a. pessoa a deter a coroa da Inglaterra, ainda que sua tataravô Vitória (que reinou de 1837 a 1901) tenha reinado por mais tempo.

Ela é a mulher mais poderosa do planeta. O valor de seus palácios, coleções, terras e demais propriedades supera os US$ 60 bilhões, enquanto que seus ingressos estão entre US$ 80 e US$ 100 milhões anuais (a maior parte paga pelos contribuintes).

Elizabeth II é a chefe de Estado de quatro nações do Reino Unido, mais outros 15 países (incluindo o segundo maior do mundo, Canadá, e o único que abarca um continente, Austrália), os quais somam um território maior que a Rússia.
Possui a ilha de Man e outras no Canal da Mancha, mais 14 territórios ultramarinos em todos os 7 continentes, os quais juntos somam uma área maior que a Colômbia, Peru e Bolívia.

Aos 25

    Quando Elizabeth II herdou o trono, aos 25 anos, em fevereiro de 1952 (sua coroação deu-se mais de um ano depois, em 02 de junho de 1953) ela reinava sobre 33 países, incluindo o mais povoado da África (Nigéria) e o segundo mais povoado do Islã (Paquistão). Hoje ela lidera a  Commonwealth (Comunidade das Nações) composta por 54 dos 193 países da ONU, incluindo a Índia, que logo passará a China como a nação mais povoada do planeta.

    O Reino Unido é a única potência “democrática” que nunca elegeu seu chefe de Estado e sua Câmara Alta. Em princípio, a rainha pode destituir qualquer governante, como se passou na Austrália, em 1975, quando destituiu o primeiro-ministro trabalhista Gough Whittam.

    Pese a isto e a que sua imagem aparece em todos os selos e bilhetes britânicos, poucos a acusam de ser uma tirana, pois sua monarquia permite muitas autonomias e liberdades, reservando-se certos vetos.

Primeiros-ministros

    De Winston Churchill a David Cameron, ela deu posse a 12 primeiros-ministros, de direita e de esquerda. Nenhum deles foi eleito diretamente pela população e tampouco juram publicamente em seu cargo perante a nação.

    Todos eles foram escolhidos pela rainha, que em uma reunião privada entregou a tarefa de encabeçar seu gabinete ao líder do partido que melhor resultado obteve nas eleições.

    Além disso, é a Governadora Suprema do Anglicanismo, a segunda maior igreja do Ocidente, Nenhuma outra religião do mundo está subordinada a uma rainha, mas ela evita ser taxada de teocrática porque sua monarquia tem a habilidade de deixar os assuntos clericais do dia-a-dia para o Arcebispo de Canterbury.

    Sua forma de falar marca o padrão do idioma inglês, ainda que sua dinastia seja alemã. Sua Casa Real, os Saxe-Coburg-Gotha, mudou o nome para Windsor na Primeira Guerra Mundial, para evitar sentimentos antigermânicos naquela época.

(*) Isaac Bigio vive em Londres e é pós-graduado em História e Política Econômica, Ensino Político e Administração Pública na América Latina pela London School of Economics. É um dos analistas políticos latino-americanos mais publicados do mundo. Fale com ele pelo e-mail [email protected] , pelo Twitter @brpress e/ou no Facebook. Tradução: Angélica Campos/brpress.

Isaac Bigio

Isaac Bigio vive em Londres e é pós-graduado em História e Política Econômica, Ensino Político e Administração Pública na América Latina pela London School of Economics . Tradução de Angélica Campos/brpress.

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