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Drama jurídico The Whole TruthDrama jurídico The Whole Truth

Crise nas séries de tribunais?

(brpress) – Espectador sofre com falta de programas do gênero que consigam construir boas e consistentes histórias. Por Lara Lima.
(brpress) – A televisão vive um período de total falta de criatividade. É fato que surgem todos os dias tentativas sem sucesso de novos ER e Lost, por exemplo. Porém, quando se trata de dramas jurídicos, a escassez de séries com boas e provocantes histórias, casos que deflagrem as grandes falhas da justiça e, de quebra, ainda apresentem bons personagens, a situação é ainda pior.

A última tentativa a funcionar é o drama The Good Wife, da CBS. å começar da da premissa da boa esposa traída em rede nacional, que luta pelo casamento e para recomeçar a vida como advogada, passando pelo elenco afinado e terminando com casos inteligentes e que surpreendem o telespectador, eis uma série que faz muito mais que entreter.

Safra ruim

Mas na contramão do sucesso de The Good Wife há as estreias de The Whole Truth, Outlaw e, nos EUA, de Harry’s Law, assinado pelo premiado David E. Kelley (Ally McBeal, O Desafio e Boston Legal).

The Whole Truth tinha no elenco Maura Tierney, que estaria em Parenthood, mas por motivos de saúde deixou a série, e Rob Morrow (muito bem no papel do defensor público Jimmy) em lados opostos, defendendo que não importa quem é inocente ou culpado – tudo é uma questão de como são interpretados os fatos.

A química dos protagonistas era inegável, mas não o suficiente pra carregar um programa com uma narrativa tão mecânica por muito tempo. O roteiro era esquemático, sem humor e, por muitas vezes, não mantinha o suspense até o final, tornando a “brincadeirinha” de descobrir quem é o culpado maçante.

Outlaw, por sua vez, não trazia nada para se apegar aos personagens e à trama por quarenta minutos. Jimmy Smits tem lá seu carisma, mas o elenco não interagia, não criava empatia alguma e os casos que o ex-juiz vencia eram fracos e forçados.

O mais recente lançamento  (estrou dia 17/01 na TV americana), Harry’s Law, de David E. Kelley, traz Kathy Bates como uma advogada famosa demitida por algum motivo que não fica claro. No caminho de casa, esbarra em Malcolm Davies (Aml Ameen), o primeiro caso de seu novo escritório. Ele é um estudante que aborda sem saber um policial para comprar cocaína e é preso.

O júri o considera culpado, mas por causa das considerações finais da advogada, com lágrimas nos olhos por sentir compaixão de um garoto que cometeu um erro, conquistando a simpatia do juiz, é sentenciado a dois anos de prisão e dispensado caso cumpra um programa de reabilitação.

Decepção

Junto com a personagem trabalham um advogado de sucesso, depois que também acidentalmente se esbarram na rua (ela é atropelada pela Mercedes dele, mas não sofre um arranhão; foi apenas o destino unindo-os!) e uma secretária conhecedora somente de sapatos.

A intenção de Kelley é mais uma vez misturar comédia e drama, mas ainda assim, os dois casos insultam a inteligência do telespectador. Tirando Kathy Bates, o restante do elenco consegue apenas evidenciar a fragilidade do texto. 

(Lara Lima, do Teleséries/ Especial para brpress)

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