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Lady Gaga é Patrizia Reggiani em Casa Gucci. Foto: Universal PicturesLady Gaga é Patrizia Reggiani em Casa Gucci. Foto: Universal Pictures

Uma emergente contra o patriarcado da Gucci

Enquanto o livro Casa Gucci, de Sara Gay Fordes, é sobre negócios, filme de Ridley Scott é sobre a luta de classes e de gêneros.

(brpress) – Nas primeiras cenas do filme Casa Gucci, com Maurizio Gucci (Adan Driver) de bicicleta e seu ar geek – com os imensos óculos de grau quadrados – e elegante, pensamos estar diante de Yves Saint-Laurent. Mas logo entramos no mundo passional e caricaturalmente italiano da família Gucci: um clã composto por homens patéticos, igualmente caricatos e incompetentes. 

Enquanto o livro Casa Gucci, de Sara Gay Fordes – relançado em edição atualizada no Brasil, com posfácio sobre o que aconteceu com a marca após 2008 – é sobre negócios e a história da Gucci, escrito em tom de reportagem pela jornalista Sara Gay Forden, que cobriu a ascensão e os perrengues das grifes de luxo de Milão para veículos de mídia, como o Wall Street Journal e Bloomberg News, o longa de Ridley Scott, baseado no livro, é sobre a luta de classes e de gêneros: da emergente Patrizia Reggiani (Lady Gaga) contra a dinastia Gucci.

Libelo feminista

Nesse sentido, desemboca-se num libelo feminista com um bocado de clichês. Com os anos 70 em curso, a cultura pop da disco, a liberação sexual e extravagância, Gaga rouba a cena. É “grande mulher” por trás do Maurizio, cuja ambição e visão de negócios se resume ao interesse de uma ameba antes de aguçados por Patrizia. 

Estratégica e determinada, ela resolve unir o útil ao agradável: fisga o abobalhado milionário e começa a influenciá-lo e pressioná-lo a se tornar o homem de negócios que seu pai Rodolfo Gucci (Jeremy Irons, ótimo) sempre quis e nunca teve: eis que temos um sucessor para a Gucci. 

Sucedem-se, nesta “tomada de poder”, uma série de traições e manipulações, orquestradas por Patrizia e executadas pelo casal, com a intenção de romper o ciclo de dominação masculina e old fashioned do núcleo “duro” da Gucci – em especial Aldo Gucci (Al Pacino), que vai em cana nos EUA por evasão de divisas. A outra vítima é Paolo Gucci (Jared Letto, irreconhecível), o filho ‘idiota’ de Aldo.  

Vingança

Os caminhos parecem abertos para Patrizia, como a dama Gucci, até que a traição de Maurizio toma forma, personificada numa socialite italiana com quem ele assume um romance – algo à altura do lifestyle Gucci e algo que tira o chão de Patrizia. Acaba aí sua aventura contra o patriarcado.  

 Colocada de escanteio pelo marido, já com as rédeas do império sob seu controle, Patrizia se perde em misticismos, emboscadas e banhos de lama, encontrando na cartomante Pina Auriemma (Salma Hayek) uma cúmplice para seu caminho de vingança. 

PS – Na vida real, Salma Hayek é casada com François-Henri Pinault, presidente do grupo Kering, que controla a Gucci (ironicamente, sem nenhum membro da família no negócio). 

Juliana Resende/brpress

Assista ao trailer de Casa Gucci:

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