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Cena do vídeo The ViewerCena do vídeo The Viewer

Palavra e imagem se confrontam

(São Paulo, brpress) - Precursor da videoarte, Gary Hill apresenta Circumstances/Circunstâncias, exposição com obra especialmente desenvolvida para o Museu da Imagem e do Som.

(São Paulo, brpress) – Um dos precursores da videoarte mundial, Gary Hill apresenta uma mostra impactante, em que palavra e imagem se combinam e se confrontam, e participa de debate aberto ao público. Além de quatro obras de acervo, o MIS recebe uma videoinstalação inédita, desenvolvida para o Espaço Redondo.

  Na década de 70, depois de explorar as potencialidades da escultura, o norte-americano Gary Hill se voltou para a videoarte, promovendo desde então a integração entre arte e novas tecnologias. Na volta do artista ao Brasil, depois de 12 anos, as novas mídias já vão muito além do vídeo.

3D e palestra

A exposição Circumstances/Circunstâncias reúne cinco de seus trabalhos, incluindo uma videoinstalação inédita completamente realizada em computação 3D. Para marcar a abertura da mostra, dia 19 de janeiro, às 18h, o artista profere palestra gratuita.

  As obras, que ocupam os Espaços Expositivo e Redondo do Museu, têm como ponto comum um olhar sobre o outro e sobre si próprio diante de uma condição contemporânea onde o tempo é o substrato da existência da arte.

Para Hill, “se considerarmos uma continuidade da trajetória atual da arte e da tecnologia e de como definimos os seres humanos, eu diria que as novas mídias, a interatividade e elementos afins são os lugares onde as coisas que fazem alguma diferença acontecerão”.

Imagem do corpo

Temas centrais de sua carreira estão presentes nos trabalhos selecionados pelo curador Marcello Dantas, como o enfrentamento entre linguagem e experiência fenomenológica, sua singular noção do outro (para ele, “a arte é a quintessência da alteridade”) e ainda a relação entre linguagem, imagem, identidade e corpo.

  “Logo depois de começar a trabalhar com mídias eletrônicas, eu me prendi às aparentemente infinitas possibilidades da imagética eletrônica e me senti desorientado diante da necessidade de delimitar meu campo para fazer algo acontecer ao invés de assisti-lo acontecer”, afirma Hill.

“Minha saída diante deste impasse foi usar meu corpo e sons da fala primordialmente como expressão, mas também como um material que eu poderia lançar contra estes sinais efêmeros e interferir na imagem e sua maneira de estar sempre presente. Eu poderia dizer que me desprogramei do culto à imagem que ainda continua a crescer diariamente”.

  Inversão de papéis

Nas obras expostas, Hill aproveita a capacidade do vídeo para criar narrativas complexas e não-lineares, exigindo muitas vezes um engajamento ativo por parte do público, seja para criação de significados, seja através de uma inversão de papéis entre quem vê e quem é visto.

  “Gary Hill, desde o início, não pensava a obra enquanto imagem como a tradição das artes visuais. Ele estava explorando um terreno muito menos óbvio, o da fisicalidade do vídeo, da sua relação com a escultura, com o espaço, a arquitetura, o som, e, acima de tudo, o seu impacto sensorial”, explica Marcello Dantas.

  Woodstock

Gary Hill (Califórnia, 1951) é um dos artistas que melhor compreendeu e mais habilmente soube promover a integração entre a arte e as novas tecnologias. Começou sua carreira como escultor para, nos anos 70, explorar as possibilidades do vídeo em Woodstock – numa época em que se discutia a descentralização da produção e a possibilidade da criação independente em comunidades alternativas -–, ele vem desenvolvendo uma constante e impactante obra, em que palavra e imagem se combinam e confrontam, provocando e criando novos sentidos.

  Também promove uma estimulante combinação de meios, na qual a comunicação com o espectador/participante é imediata. Nos anos 90, por exemplo, o autor participou da performance multimídia da coreógrafa Meg Stuart e da companhia de dança Damaged Goods.

Literatura, filosofia e um cuidadoso trabalho técnico misturam-se na obra desse artista para quem a máquina e a tecnologia – invisíveis para o espectador – se tornaram um essencial instrumento de trabalho.

  Visitação: terça a sábado, das 12h às 19h; domingo e feriado, das 11h às 18h.

Ingresso R$ 4,00 e R$ 2,00 (estudantes); gratuito para maiores de 65 anos e aos domingos.

Estacionamento: R$ 7,00.

Acesso e elevador para pessoas com necessidades especiais.

Museu da Imagem e do Som – Avenida Europa, 158; (11) 2117 -4777; www.mis-sp.org.br