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Dos 55 mil nordestinos que foram trabalhar no extrstivismo de látexDos 55 mil nordestinos que foram trabalhar no extrstivismo de látex

Mais fogo na Amazônia

(brpress) - A Guerra da Borracha é outro filme-denúncia sobre exploração de mão-de-obra nos seringais amazônicos.

(brpress) – Enquanto está em pré-produção o documentário Segredos de Putumayo, sobre o diplomata, revolucionário e humanista irlandês Roger Casement (1864-1916), considerado precursor dos direitos humanos no século 19 –, outro filme sobre o universo que motivou tais denúncias revela esta realidade: A Guerra da Borracha, de Wolney Oliveira.

    Embora aconteça um pouco mais adiante na linha do tempo – meados anos 1940 –, A Guerra da Borracha joga luz sobre a saga dos trabalhadores dos seringais amazônicos que não parece tem mudado muito dos primeiros anos do ciclo da borracha até pelo menos Chico Mendes, o líder dos seringueiros assassinado em 1988. 

Soldados da Borracha

    Fatos e documentos utilizados para pesquisas durante a realização de A Guerra da Borracha foram reunidos no recém-lançado livro Soldados da Borracha – Os Heróis Esquecidos, publicação capitaneada por Wolney Oliveira, com textos da jornalista Ariadne Araújo e do historiador Marcos Vinícius Neves, reunindo fotos do acervo do Museu de Arte da Universidade do Ceará (Mauc) e depoimentos de nordestinos que trabalharam, praticamente como escravos, na extração de borracha na Amazônia no início do século 20 para fornecer látex aos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

    “O governo brasileiro patrocinou um verdadeiro genocídio. De 55 mil homens, cerca de 25 mil morreram”. diz Wolney ao jornal O Povo, de Fortaleza. Nenhum sobrevivente assistiu à prometida equiparação de seus direitos aos pracinhas da Força Expedicioária Brasileira (FEB), como havia prometido o governo Vargas. A luta por indenização continua no Congresso Nacional, na Organização das Nações Unidas (ONU) e na Corte Internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA). 

     Novo documentário de Wolney Oliveira – que emocionou o Brasil com Os Últimos Cangaceiros (2012), sobre o qual a brpress também faz reportagens (leia abaixo) e que saiu agora em vídeo –,  A Guerra da Borracha chega às telas depois que, finalmente, uma Emenda Constitucional aprovada em 14 de maio de 2015 determinou que os soldados da borracha e seus descendentes – cerca de 13 mil pessoas – receberiam indenização única no valor de R$25 mil. 

Leia reportagens sobre o filme Os Últimos Cangaceiros na Revista da Livraria Cultura e no Diário do Nordeste