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Tarso de Castro em 1968: doses cavalares de birita e jornalismo. Foto: DivulgaçãoTarso de Castro em 1968: doses cavalares de birita e jornalismo. Foto: Divulgação

Tarso contra o tédio

(brpress) - Documentário A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro resgata jornalista brasileiro com o espírito mais livre de que se tem notícia. Por Juliana Resende.

(brpress) – Tarso de Castro é meia-oito. Não só no ano desta (linda) foto aqui ao lado. Tarso é o mais puro spirit single malt de maio de meia-oito. Sim, o ano que, pelo menos nas redações dos grandes nanicos, como Pasquim, terminou ali mesmo, no final dos anos 70. O jornalista brasileiro com o espírito mais livre de que se tem notícia faria 76 anos aos 50 de maio de 68, não tivesse morrido aos 49, de cirrose hepática, há 27. E já que efeméride redonda não combina com o estilo anguloso de Tarso, chega em boa hora o documentário A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro. 

Libertário, tarado, alcoólatra, polêmico, apaixonado e satírico, Tarso de Castro marcou a história cambaleante da imprensa brasileira num tempo em que fazer sexo desprotegido era pouco arriscado e correr de Fórmula 1 era muito perigoso. Jornal era divertido de fazer e de ler e o quarto poder era comparsa na luta contra as amarras da ditadura. A vida e verve de Tarso acontece nesta época agitada e já foi contada (e bem contada) pelo jornalista Tom Cardoso, no livro Tarso de Castro – 75 kg de Músculos e Fúria (Planeta, 2005), disponível só nos melhores sebos. 

(Juliana Resende/brpress)

Assista ao trailer de A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro: 

Juliana Resende

Jornalista, sócia e CCO da brpress, Juliana Resende assina conteúdos para veículos no Brasil e exterior, e atua como produtora. É autora do livro-reportagem Operação Rio – Relatos de Uma Guerra Brasileira e coprodutora do documentário Agora Eu Quero Gritar.