Acesse nosso conteúdo

Populate the side area with widgets, images, and more. Easily add social icons linking to your social media pages and make sure that they are always just one click away.

@2016 brpress, Todos os direitos reservados.

Gary Oldman como Winston Churchill no filme O Destino de Uma Nação. Foto: DivulgaçãoGary Oldman como Winston Churchill no filme O Destino de Uma Nação. Foto: Divulgação

Gary Oldman e Churchill: relações perigosas

(brpress) - Oscar de Melhor Ator por O Destino de Uma Nação veio na noite da estreia da série Churchill’s Secret Affair. Simultaneamente vieram à tona questões não muito nobres sobre relacionamentos amorosos de ambos.

(brpress) – No domingo (04/03) em que Gary Oldman ganhou o Oscar de Melhor Ator por O Destino de Uma Nação (The Darkest Hours, 2017), com sua impressionante interpretação de Winston Churchill (1874-1985), a série televisiva Churchill’s Secret Affair estreou no Reino Unido. Também simultaneamente vieram à tona questões não muito nobres sobre relacionamentos amorosos de ambos. 

A ex-mulher de Gary Oldman, Donya Fiorentino, aproveitou a premiação para lembrar das acusações de violência doméstica que fez contra o ator, em 2001. Já o adorado “buldogue inglês” (um dos mais conhecidos apelidos de Churchill) teve um outro lado de sua até então imaculada reputação revelado na série do Channel 4: um affair com uma socialite ambiciosa de grande apetite sexual.  

Pegadora

O caso de Churchill com Doris Castlerosse (tia-avó da modelo e atriz Cara Delevigne) foi revelado pelo seu secretário Jock Colville, ao historiador americano Warren Dockter, numa entrevista concedida em 1985 e que só agora veio à tona. “Sabíamos que seria um escândalo que deveria ser evitado”, admitiu Colville. O pior é que Castlerose, alpinista social e hábil pegadora com predileção para homens poderosos, ricos e famosos, já havia “ficado” com o filho de Churchill, Randolph.

Enquanto o affair de Churchill com esta infame Lady, cujo lema era “não existe homem difícil demais e sim mulher muito incompetente” [dizem que sua competência na sedução era tanta que nem o fotógrafo Cecil Beaton, gay, escapou], foi revelado anos após sua morte – e da de sua dedicada mulher, Clementine (que no filme é retratada como alguém adorável, na pele de Kristin Scott Thomas) –, a acusação contra Oldman segue viva e ganha contorno mais dark.   

Pegador

Oldman teria batido no rosto da ex com um telefone mais de uma vez – o que nega veementemente, tendo sido absolvido em julgamento.  Donya Fiorentino insiste no suposto ocorrido e cobrou de Hollywood e do movimento uma resposta – que ainda não veio. “Parabéns, Gary e parabéns à Academia por ter premiado com o Oscar não um mas dois abusadores [referindo-se também ao ex-jogador Kobe Bryant, em cujo poema  o curta de animação Dear Basketball foi baseado]. Pensei que tínhamos evoluído”, disse. 

PS – Gary Oldman foi casado e divorciado quatro vezes, sendo uma delas com a atriz Uma Thurman (de 1990 a 1992), que recentemente denunciou Harvey Weinstein por assédio sexual, ressaltando que o diretor Quentin Tarantino sabia de tudo e fez vista grossa. O ator é casado com a quinta mulher, Gisele Schmidt, desde 2017.

Dia-D

 Donya e Gary se divorciaram em 2001, quatro anos e dois filhos depois. Mas Winston e Clementine (que também teria tido um caso enquanto Churchill passava verões na Riviera Francesa com a amante) ficaram ainda mais unidos com o avanço do nazismo e o empenho do marido em salvar o território britânico da eminente invasão, fazendo história como primeiro ministro. O dia D – de divórcio – só chegaria mais tarde para a Grã-Bretanha: com a vitória do Brexit (a saída do Reino Unido da União Europeia), em 2016.