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Michael Fassbender no tapete vermelho da premiàre de Steve Jobs no London Film Festival. Foto: Divulgação/Getty ImagesMichael Fassbender no tapete vermelho da premiàre de Steve Jobs no London Film Festival. Foto: Divulgação/Getty Images

Michael Fassbender é Steve Jobs

(Londres, brpress) - Antes da première europeia de Steve Jobs, no London Film Festival, ator falou sobre desafio de viver criador da Apple no filme de Danny Boyle.

(Londres, brpress) – Depois de ter um Shakespeare para chamar de seu em Macbeth: Ambição e Guerra (2015), que chega ao Brasil ainda este ano, Michael Fassbender encarna ninguém menos que Steve Jobs. Mesmo sem semelhança física com o criador da Apple, o ator está convincente no filme homônimo de Danny Boyle, que encerrou o 59o. BFI London Film Festival, em outubro, e estreia nos cinemas brasileiros em 28 de janeiro de 2016.

    Antes da première europeia de Steve Jobs, em Londres, Michael Fassbender conversou com jornalistas, numa entrevista coletiva e no tapete vermelho. Simpático e compenetrado – sem deixar de abrir aquele sorriso generoso que faz dele um dos atores mais disputados de sua geração –, Fassbender começa meio tímido, até admitir: ”O script do filme acabou com as minhas férias”. Ele se refere à da complexidade do roteiro de Aaron Sorkin.

Diálogos intensos 

    O diretor Danny Boyle, que começou no teatro, diz que a ideia de um filme onde os diálogos são mais intensos é uma oportunidade de mostrar os predicados dos atores envolvidos – “é um filme de atores”, classifica. Nesse sentido, Fassbender se sentiu “o escolhido”. “Danny foi tão generoso comigo e com todos fazendo do set um ambiente de imersão. Por exemplo, nós tivemos vários ensaios para treinar o texto e isso fez toda a diferença”.

    “Eu me senti um ator muito especial de ser escolhido para interpretar um personagem tão cultuado como Jobs, tendo uma oportunidade única de incorporá-lo quase que exclusivamente por meio do texto. Adorei aquela verborragia!”, diz o ator sobre o roteiro – “o melhor que já li”. Não será surpresa se o filme levar o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, que Sorokin levou em 2011 por A Rede Social.

Requisitado

    Para Fassbender, filmes com textos densos são raros atualmente e Steve Jobs era bom de mais para não agarrado. Não que o ator de 38 anos nascido na Alemanha e radicado na Irlanda esteja precisando de agarrar mais algum papel. Que ele tenha muito fôlego em 2016, quando nada menos que sete filmes com seu nome em destaque nos créditos serão lançados,

    The Light Between Oceans (com Rachel  Weisz) está pronto, assim como um projeto sem título de Terrence Malick; X-Men: Apocalypse (em que ele volta com seu magnético Magneto) e Trespass Against Us estão em pós-produção; Alien Covenant e The Snowman estão em pré-produção, enquanto o ator segue filmando Assassin’s Creed, contracenando de novo com Marion Cotillard (Lady Macbeth, no drama shakespeareano).

    Kate Winslet, que vive Joanna Hoffman, executiva de marketing da Macintosh,   secretária e amiga de Jobs, comenta o quão imersivo foi o processo de atuação dela e de Michael: “Éramos nos dois, falando, falando, naquele bate bola frenético que faz a química entre nossos personagens tão especial”. Fassbender lembra que foi muito importante filmar em San Francisco: “Estar no lugar onde a era da tecnologia nasceu deu todo um clima de realidade para nós”.

Qualquer semelhança…

    Sobre como ele encarnou Jobs com tanta precisão sem nem mesmo se parecer fisicamente com o criador da Apple, Fassbender disse que, embora tenha visto dezenas de entrevistas e discursos de Steve Jobs no YouTube, seguiu o script à risca, sem saber muito sobre o homem além de lances da figura pública.

    “Por exemplo, não temos respostas para coisas como o fato de ele usar aquele uniforme que virou sua marca registrada – calça jeans e camiseta preta. Eu tentei preencher meus parênteses com minha interpretação de Jobs, balanceando as coisas boas e más de que a gente ouve falar e que também estavam no script”.

    Se Michael aprendeu a amar Steve? “Acho que aprendi a respeitá-lo ainda mais. Estamos vivendo resultados de sua visão e seu comprometimento nos dias de hoje. E é incrível sua influência direta ou indireta sobre as pessoas”.

    Michael Fassbender também confessou ter hesitado por um momento antes de aceitar viver alguém real e controverso como Jobs. “Como já disse, eu o respeito muito como visionário, assim como respeito sua família e todas as pessoas próximas dele que conheci. Isso foi levado em conta na minha construção do personagem. Espero que o resultado esteja à altura mais do homem Steve Jobs e menos do mito”.

Assista ao trailer de Steve Jobs: