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Lupita Nyong’o dá entrevistas no Tapete Vermelho de Rainha do KatweLupita Nyong’o dá entrevistas no Tapete Vermelho de Rainha do Katwe

Lupita Nyong’o: política sempre

(Londres, brpress) - Atitude segura da atriz rendeu-lhe fama de geniosa, mas para ela falar sobre racismo e África são ‘musts’.

(Londres, brpress) – Seria a atriz mexicana radicada no Quênia Lupita Nyong’o uma espécie de Naomi Campbell do cinema? Fofocas sobre sua personalidade forte se espalharam durante o 60o. BFI London Film Festival, onde ela desfilou mais um daqueles looks africanos no Tapete Vermelho – segundo suas contas, já foram mais de 70 deles. Geniosa e exigente, há quem diga que ela virou uma diva, depois de ganhar fama no filme 12 Anos de Escravidão (2014), pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, mesmo sendo seu primeiro filme. Agora, ela volta em Rainha de Katwe, estreando no Brasil nesta quinta (17/11). 

O fato é que, aos 33 anos, Lupita é hoje a maior atriz negra do momento. Sua beleza ajudou (ela é um dos rostos de Lancôme, algo pouco usual no esbranquiçado mundo da cosmética), é verdade. Mas o que ela ressalta como o melhor presente da fama é poder fazer escolhas. “Não tenho de pegar qualquer papel, com o qual não me identifique, para pagar minhas contas”, disse a atriz, em Londres. 

África

Afeita às causas africanas, Lupita teve o papel de mãe viúva da improvável campeã de xadrez Phiona Mutesi (história real) e de mais quatro lutando para sobreviver numa favela de Kampala, capital de Uganda, criado especialmente para ela pela diretora indiana Mira Nair (Um Casamento à Indiana), em Rainha de Katwe. Depois do Oscar e antes de aceitar papéis em filmes como Star Wars – O Despertar da Força e Mogli – O Menino Lobo, Lupita caiu para a África novamente: estrelou a peça de um amigo de faculdade (ela estudou Artes Dramáticas na Universidade de Yale, nos EUA) sobre a guerra na Libéria.

“Toda forma de arte resvala na política e não temo isso”, diz a atriz ao Guardian. “Venho de uma família onde sempre se discutiu política, para mim é algo natural”. Lupita cresceu no Quênia, de onde seus pais foram exilados políticos. “Filmes são perfeitos para mensagens políticas, pois inspiram as pessoas a agir, a protagonizar as mudanças que são necessárias”, acredita. 

Em Hollywood, Lupita evita abraçar o papel da “atriz de cor” para filmes sobre racismo. Mas admite, como no título de uma capa da Vogue americana, estampada com sua imagem: “Quero criar mais oportunidades para negros”. Ela é assim: direta. “A indústria do entretenimento não é inclusiva, então, sinto-me na obrigação de falar sobre o assunto, fazer algo a respeito. Mesmo porque essa questão me afeta diretamente”. 

Sobre Rainha de Katwe, Lupita dá crédito a um executivo da Disney, estúdio responsável pelo filme: “Precisamos de mais gente como Tendo Nagenda no cinema, com o poder de fazer as mudanças de que tanto necessitamos”.

Residente nos EUA, a atriz diz que não tem como não se engajar na luta contra o racismo: “Eu sei o que está por vir – e não me pergunte sobre Donald Trump. Ela se prepara para filmar Pantera Negra (Black Pantera). Nada a ver com o  movimento negro americano Panteras Negras. É um filme da Marvel sobre T’Challa, príncipe do reino de Wakanda, que perde o seu pai e viaja para os Estados Unidos, onde tem contato com os Vingadores.

Leia mais sobre Rainha de Katwe aqui.