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No balanço do presidente Bossa Nova

(São Paulo, brpress) - Exposição fotos e curso livre sobre a cultura brasileira nos anos de 50 e 60 resgatam cenas da política desenvolvimentista de JK.

(São Paulo, brpress) – Abre neste sábado (06/03), na Caixa Cultural, a exposição fotográfica Os Anos JK: A Era do ‘Novo’ é composta por 75 imagens, que retratam momentos decisivos dessa época e cenas da sociedade brasileira em transformação, produzidas por dois mestres da fotografia no Brasil desse período: Sérgio Jorge, fotógrafo da extinta Revista Manchete (entre outros veículos de comunicação) e Jean Manzon, fotógrafo e cineasta com vasto acervo, trabalhando inclusive para o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do governo brasileiro.

    De Manzon ainda serão expostos, numa pequena sala de exibição, um de seus filmes produzidos no período. Com curadoria de Carlos Eduardo França de Oliveira e Renato Suzuki, a exposição se completa com fotografias do cinema brasileiro oriundas do arquivo da Cinemateca Brasileira e do arquivo pessoal do cineasta Roberto Santos, proporcionando uma viagem a um dos períodos mais emblemáticos e, por que não, belos da história brasileira.

    Curso

    Um curso que abordará temas referentes ao universo cultural brasileiro nas décadas de 50 e 60 será oferecido gratuitamente de 09/03 e 08/04. São ao todo 10 aulas ministradas por historiadores e profissionais ligados ao teatro, cinema, artes plásticas e arquitetura e acontecem todas as terças e quintas-feiras, das 19h às 21h, na Caixa Cultural.
 
    A chegada de Juscelino Kubitschek de Oliveira à presidência da República, em meados dos anos de 1950, coincidiu com um momento de transformações significativas no cenário brasileiro. Com seu lema Cinqüenta Anos em Cinco, JK  como foi apelidado por parte da sociedade brasileira e como entrou para a história, fez questão de associar sua gestão às ideias de “novidade”, “aceleração”, “transformação”, “modernização”, o que significava, em boa medida, uma tentativa de criar novos marcos para a cultura brasileira, que indicassem o “novo”, porém que não rompessem com sua identidade.

    Novas tendências

    O Presidente Bossa Nova simbolizou em sua gestão os sonhos de parte da sociedade brasileira, que viam nele ao mesmo tempo o arrojo projetado ao futuro e a solidez das relações familiares, algo de boemia, de charme, mas ao mesmo tempo a ousadia, materializada na gigantesca obra de construção de Brasília. Naqueles anos, correntes e tendências da sociedade e cultura brasileiras, que se desdobravam há décadas, se cruzavam e se chocavam com tendências novas e que buscavam se consolidar por meio de rupturas éticas e estéticas.

    Na música, no teatro, na arquitetura, na política, no cinema, os anos JK significaram um momento de passagem, de transição da sociedade brasileira, a qual logo na seqüência entraria num longo período de combate polarizado, de oposições sistemáticas durante o regime militar. Por isso os anos JK são em grande medida uma “era do novo”, da ideia do “novo” como um valor em si.

    A exposição fotográfica e o curso livre de história Os Anos JK: A Era do ‘Novo’ trazem esse período graças a diversos suportes – vídeos, sons, fotografias, textos – e buscam oferecer uma pequena amostra da experiência de transformação que ocorreu no Brasil no prazo de pouco mais de dez anos.

Entrada franca.

Visitação: de terça-feira a domingo, das 9 às 21h. Até 11/04.

Caixa Cultural – Praça da Sé, 111; (11) 3321-4400

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