Acesse nosso conteúdo

Populate the side area with widgets, images, and more. Easily add social icons linking to your social media pages and make sure that they are always just one click away.

@2016 brpress, Todos os direitos reservados.

Sarah Onyango ObamaSarah Onyango Obama

Microcosmo da África

(brpress) - Editora-executiva da agência, Juliana Resende, mergulha neste país do leste africano, sendo a única jornalista brasileira viajando a convite do International Reporting Project (IRP).

(brpress) – “Hakuna matata”, “karibu” e “harambee” podem ser consideradas a santa trindade cultural do Quênia. São palavras-chave em Swahili, o dialeto africano mais falado no país, paralelamente ao inglês,  que querem dizer, respectivamente, “sem problemas”, “bem-vindo” e algo equivalente ao slogan “um país de todos”, usado pelo governo brasileiro para abraçar a diversidade étnica da população. É neste universo que a editora-executiva da brpress, Juliana Resende, vai mergulhar de 18 a 27/06, sendo a única jornalista brasileira viajando a convite do International Reporting Project (IRP).

    Criado em 1998, como um dos primeiros programas dos EUA que incentiva o jornalismo independente voltado para assuntos sociais de interesse – e responsabilidade – globais, o IRP já levou mais de 400 jornalistas dos maiores veículos de imprensa de todo o mundo a cerca de 100 países. O objetivo é reportar sobre assuntos relacionados a saúde familiar, saúde e direito reprodutivos femininos e o impacto do crescimento populacional em países em desenvolvimento.

Origem da humanidade

    Todo ano, o IRP seleciona 12 editores-sêniores para viajar e reportar sobre um determinado país. O Brasil já teve sua vez e, este ano, foi escolhido o Quênia – cujo território do tamanho da França, a Leste da África, é tido como sendo onde começou a trajetória humana na Terra, há milhares de anos, devido a evidências arqueológicas da presença de hominídeos – ancestrais do Homo Sapiens.

    Além desta herança genética da humanidade, o Quênia abriga uma das mais ricas fauna e flora do planeta, inlcuindo mais de  mil espécies de pássaros – ideal para “birwatching” –, além dos chamados “big five”:  leão, leopardo, búfalo, rinoceronte e elefante – astros dos safaris que o país hoje oferece orgulhosamente em 56 parques e reservas intocadas – 44.440 Km2 (7.6% do território). Uma delas é Ol Pejeta, reserva e ONG para sustentabilidade que está incluída no programa de IRP.

Kibera

    Serão dez dias em um cronograma intenso, interessante e não menos diversificado, que inclui desde uma visita a Kibera, considerada a maior favela do mundo, na capital Nairóbi, famosa internacionalmente por ter sido um dos cenários para o filme Um Jardineiro Fiel (The Constant Gardener), do brasileiro Fernando Meirelles.

    Em Kibera, líderes comunitários e médicos serão entrevistados sobre políticas para HIV/Aids – mais de dois dos 35 milhões de quenianos são soropositivos. O assunto será apurado também em reportagens em áreas rurais do país como Kogelo, onde fica uma ONG voltada para mulheres, criada e dirigida por Sarah Onyango Obama, avó postiça do presidente dos EUA Barack Obama.

    Microcosmo cultural da África – são mais de 70 etnias falando mais de 80 dialetos –, o Quênia é um exemplo para seus complicados vizinhos, como Somália, Sudão, Etiópia e Uganda, apesar dos problemas sociais e políticos. Tendo sido palco de um conflito entre duas forças polarizadas após as eleições presidenciais de 2007, consideradas fraudadas, conseguiu se tornar um país economicamente estável e considerado capaz de seguir sozinho o curso de seu desenvolvimento – que vem progredindo, com diversos percalços, desde a independência do Reino Unido, em 1963, propulsionada pelos rebeldes Mau Mau, numa das guerras coloniais mais controversas do império britânico.

Desafios

    Com mais de 85% da população alfabetizada, o Quênia segue como uma das mais proemientes e próperas nações africanas, tendo nas questões de sáude e meio ambiente seus maiores desafios. De 1998 a 2003, o número de gravidezes não desejadas quase dobrou – de 11 para 21%. A expectativa de vida é de 50 anos  – 50% na população abaixo da linha de pobreza. O desmatamento para dar lugar a plantações para alimentar a crescente população é um grande problema, assim como a desertificação do solo e poluição. Só 30% da população rural tem acesso a água potável.

    Uma das mais antigas e mais ameaçadas culturas do planeta e também um dos destinos turísticos mais populares do mundo, o Quênia tem encantos e preciosidades, do Monte Kenya – o mais alto da África (5.199 metros) e um dos mais largos (a base tem 200km), a animais exóticos como dik-dik (felino do tamanho de um coelho), passando pelas praias de Mombassa, o maior porto africano e pela própria Nairobi que, cosmopolita pela próxima natureza, é a maior e mais moderna cidade do Leste da África e a que mais cresce.

    (Juliana Resende/brpress)

Leia mais sobre a viajem para o Quênia pelo International Reporting Project (IRP) aqui.

Juliana Resende

Jornalista, sócia e CCO da brpress, Juliana Resende assina conteúdos para veículos no Brasil e exterior, e atua como produtora. É autora do livro-reportagem Operação Rio – Relatos de Uma Guerra Brasileira e coprodutora do documentário Agora Eu Quero Gritar.