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BRASIL – Policiais Antifascismo contra lógica da polícia que trata cidadão como ‘inimigo de guerra’
Seg, 20 de Julho de 2020 18:44

Os Policiais Antifascismo (Janaína Matos no centro): polici...

Rio de Janeiro, brpress*) – A policial civil Janaína de Assis Matos é uma das entrevistadas no documentário Agora Eu Quero Gritar: Mortos pela Polícia e Exército no Rio - Uma Conexão entre Brasil e Haiti (60 min., 2020), que aborda a violência de estado no Rio de Janeiro e deve ser lançado em agosto. Janaína fala de sua experiência na Polícia Civil carioca e de seu ativismo contra umapolítica de segurança pública “na base da bala e da opressão” e contra a lógica de uma polícia que “acredita ser normal tratar a população pobre como inimigo de guerra”.

 

 Nesse contexto, o movimento Policiais Antifascismo “é um grupo que cresce cada vez mais”, afirma ela, que integra o grupo surgido em 2017 que defende a urgência de construir a identidade do policial cidadão, trabalhador que serve à população e não a seus comandantes – e, atualmente é um dos principais contrapontos ao avanço da ultradireita nas polícias Militar e Civil brasileira.

 

“No momento, nossa maior conquista é exatamente fazer com que a polícia acredite em Direitos Humanos e que não seja contaminada pelo discurso de que ‘direitos humanos é para humanos direitos e não vagabundos’ “, afirma a perita que hoje saiu das ruas para trabalhar no laboratório de balística da corporação.

 

Ideias fascistas

 

Janaína diz que hoje o que acontece com o policial que entra na corporação disposto a fazer um trabalho de cidadania, pautado pelos direitos humanos, um trabalho de inteligência, é que ele é bombardeado, contaminado com ideias fascistas de que ele tem de oprimir, bater, ele tem que atirar, porque caso contrário, ele não é um policial adequado.”

 

Segundo Janaína, o trabalho dos Policiais Antifascismo é árduo e vem escapando de tentativas de ser criminalizado por colaboradores do governo Bolsonaro. “A maior vitória que o grupo tem tido é a desconstrução deste discurso fascista dentro da polícia”. Mesmo que, atualmente, estudiosos de segurança público alertem para uma crescente contaminação dos policiais, especialmente os militares, pela ideologia bolsonarista.

 

(Juliana Resende/brpress)

 

(*) Conteúdo produzido em colaboração com o documentário Agora Eu Quero Gritar: Mortos pela Polícia e Exército no Rio - Uma Conexão entre Brasil e Haiti (60 min., 2020), do qual a jornalista Juliana Resende, autora do livro-reportagem Operação Rio - Relatos de Uma Guerra Brasileira (Scrita, 1995), é co-produtora.

 

1995), é co-produtora.

 

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