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Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida. Foto: José Cruz/Agência BrasilMinistro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Silvio Almeida promete reerguer Direitos Humanos

"Recebo o ministério arrasado, conselhos foram encerrados e o orçamento drasticamente reduzido”, disse sucessor de Damares Alves.

(brpress) – No momento em que o advogado Silvio Almeida era empossado ministro dos Direitos Humanos e Cidadania do governo Lula, um morador da favela CCPL, em Manguinhos, Rio de Janeiro, conseguia contato com sua família graças às denúncias de outros moradores, das Mães de Manguinhos, entrevistadas no documentário Agora Eu Quero Gritar (Right Now I Want to Scream, Brasil/Reino Unido, 2020), e da intervenção da Defensoria Pública do RJ, após ser baleado pela Polícia Militar, preso e mantido sob custódia no hospital. 

Segundo a PM, Marlon Anderson Cândido, de 23 anos, teria envolvimento com o crime. Mas a família diz que ele é inocente e foi baleado a caminho do trabalho, durante operação policial na favela, no primeiro dia útil de 2023 – apesar da ADPF das Favelas –, mesmo sendo inocente.

“Ele estava saindo de casa para trabalhar. Aí aconteceu um tiroteio e, ao correr, levou um tiro”, disse a irmã de Marlon, Taiane Cândido da Silva.

“Mais um pobre na favela, cabelo pintado, preto, eles entram na favela dando tiro em qualquer um que passa. Não querem saber se é trabalhador, se é criança, chegam dando tiro”, disse um morador sem se identificar.

Silvio Almeida afirmou que, à frente do ministério, terá a missão de enfrentar o alto índice de homicídio de jovens pobres e negros e que conversará com o ministro da Justiça, Flávio Dino, para uma ação conjunta das pastas.

Herança de Damares

“Recebo o ministério arrasado, conselhos foram encerrados e o orçamento foi drasticamente reduzido”, disse o sucessor de Damares Alves, eleita senadora pelo Republicanos. Sob a gestão de Damares, o então ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos restringiu a participação de mais de 500 ONGs brasileiras do Programa Nacional de Direitos Humanos

Almeida prometeu que “todo ato baseado no ódio será revisto”. Segundo ele, “a gestão anterior tentou extinguir a Comissão de Mortos e Desaparecidos. Não conseguiu”, ressaltou.

O novo ministro também citou o Disque 100, criado para receber denúncias, incluindo violência policial, e que também teve problemas no governo Bolsonaro, como um dos serviços que será reformulado para que funcione adequadamente.  

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